Imagem: Teerasan Phutthigorn/Shutterstock/Reprodução

Mas já? Em parceria com a Qualcomm, TIM testa o Wi-Fi 8

Os testes checam detalhes como estabilidade, latência e cobertura da tecnologia em redes domésticas.

Goodanderson Gomes
4 min de leitura

O TIM Lab realizou, no Rio de Janeiro, testes relacionados à implementação do Wi-Fi 8, uma das gerações futuras da conectividade de internet fixa. Os testes foram realizados em parceria entre TIM e Qualcomm, importante fabricante de chips.

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O teste em questão focou em equipamentos que serão usados com essa tecnologia. Neles, a arquitetura XGS-PON foi testada em conjunto com a oitava geração do Wi-Fi.

Os esforços em torno do Wi-Fi 8 têm por objetivo eliminar todos os gargalos existentes na atual geração da tecnologia.

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Mais detalhes dos testes e próximos passos do Wi-Fi 8

Diferente do foco histórico em taxas máximas de velocidade, o desenvolvimento do Wi-Fi 8 (baseado na especificação IEEE 802.11bn) prioriza a confiabilidade das conexões e a estabilidade em ambientes com muitas interferências.

Na prática, a demonstração no laboratório carioca avaliou tecnologias de ponta para otimizar a rede residencial. Entre os principais destaques dos testes, estão:

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  • Uso de um Home Gateway Unit (HGU) — baseado nas plataformas Dragonwing F8 ou Dragonwing FiberPro A8 Elite, da Qualcomm — que combina, como já mencionamos, conectividade óptica XGS-PON com o Wi-Fi 8.
  • Aplicação do Dynamic Subband Operation (DSO) e da versão otimizada DSO Pro, mecanismos criados para distribuir os canais de rádio conforme a real capacidade dos aparelhos conectados.
  • Integração da plataforma SAM (Security and Management), voltada ao controle de acesso, proteção de dispositivos e monitoramento da rede doméstica — recursos cotados para compor futuros serviços de banda larga.

O Wi-Fi 8 também está chegando ao mercado?

Apesar do avanço técnico, a TIM ressalta que a iniciativa tem caráter estritamente de validação tecnológica, sem previsão de lançamento comercial imediato.

A chegada definitiva da tecnologia ao mercado dependerá de dois fatores principais:

  1. O avanço da padronização internacional do IEEE 802.11bn.
  2. A posterior disponibilidade de hardwares compatíveis em larga escala.

Por enquanto, o trabalho conjunto coloca a operadora na vanguarda dos testes práticos da próxima geração sem fio no país.

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As “telecomunicações circulares” vêm aí

Parcerias entre operadoras e empresas de tecnologia com foco em melhoramento de conectividade não são uma surpresa. Inclusive, estão cada vez mais comuns.

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Desde parcerias comercialmente mais claras, como a possível aliança entre Vivo e Starlink, até cooperações de cunho técnico, como essa entre TIM e Qualcomm, o que estamos vendo é um padrão claro.

Por isso, poderemos ter em breve o que chamamos de telecomunicações circulares, com a internet e a telefonia cada vez mais integradas no grande grupo da conectividade, tanto móvel quanto fixa.

Afinal, a vida conectada deixou de ser um elemento para ser o dorso da vida de muitas pessoas.

Como será a internet do futuro?

Uma resposta boa seria: estável, menos latente, confiável e, certamente, muito mais rápida que agora.

Os avanços que estamos vendo, com rumores sobre Wi-Fi 6, 7 e até mesmo o 8, demonstram que investimentos têm sido feitos nesse sentido.

Tanto empresas quanto governos mundo afora já entenderam a necessidade da sociedade moderna de se manter conectada, mas com qualidade.

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