Microsoft lança ‘Constituição’ para impedir uma rebelião de IAs

O documento trata de procedimentos internos que visam controlar desde o desenvolvimento até o manejo de inteligências artificiais.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

Pela primeira vez, uma big tech apresentou um documento no qual existem diretrizes claras direcionadas especificamente às inteligências artificiais que desenvolve. Trata-se da Microsoft.

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Nesta segunda-feira (14), a empresa-mãe do Windows publicou uma espécie de Constituição na qual determina o que as IAs podem ou não fazer.

Em linhas gerais, o documento serve como um contrapeso importante para evitar falhas de controle no futuro, incluindo uma possível “rebelião” desses mecanismos.

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O código de conduta da Microsoft para a inteligência artificial surge em um momento onde as grandes corporações do setor discutem formas de desacelerar o desenvolvimento de sistemas inteligentes avançados.

Principais regras do código de conduta da Microsoft

Esse documento tornado público agora pela Microsoft é fruto de estudos e de uma consulta pública aberta nos últimos meses.

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Como resultado, o que se tem é uma cartilha que deve ser seguida pelos desenvolvedores da Microsoft AI, divisão de inteligência artificial da empresa.

Na verdade, a “Constitução” é bem simples. Ela determina, entre outras coisas e também nesse sentido, que uma IA jamais pode se opor ou resistir a correções. Caso um procedimento de interrupção ou desligamento do sistema seja iniciado, a IA também não pode tentar intervir.

Em outras palavras, o código de conduta estabelece controle total dos humanos sobre as inteligências artificiais.

O documento deve servir como norte para o desenvolvimento de novas IAs da Microsoft, como também para o aperfeiçoamento das já existentes. Contudo, não representa uma garantia total contra eventuais problemas futuros.

Outras regras impostas às IAs

A cartilha anunciada determina ainda os seguintes pormenores aos sistemas inteligentes da Microsoft AI:

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  • Jamais abandonar o contexto e conceito de uma solicitação de um usuário – nem expandir o assunto sem autorização;
  • Fica proibido discorrer sobre fabricação de armas, criação de substâncias perigosas, dentre outros temas sensíveis;
  • Responder com clareza e verdade sobre o próprio funcionamento;
  • Comunicar-se de forma totalmente compreensível pelos humanos.

Também em seu documento, a Microsoft garante que as suas inteligências artificiais não têm qualquer nível de consciência ou capacidade de decisão própria.

Regulação das inteligências artificiais no centro do debate público global

A “Constituição das IAs” criada pela Microsoft surge em um momento em que as tensões em torno do assunto ganharam impulso.

Vale mencionar que o CEO da Anthropic, Dario Amodei, sugeriu recentemente uma desaceleração no desenvolvimento da IA. Ele foi seguido por Elon Musk e Sam Altman, da OpenAI.

Outro ator da Anthropic, o pesquisador Evan Hubinger, foi além e cravou em 10% o risco atual de a humanidade ser extinta por uma inteligência artificial.

Por ter crescido muito rapidamente, o setor de IA agora carece de regulamentos claros que permitam um desenvolvimento consciente e filtrado apenas para as aplicações positivas dessa tecnologia.

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