A polícia do Reino Unido deflagrou uma nova operação contra a pirataria de conteúdo esportivo, mirando os chamados “Fire Sticks modificados“, dispositivos configurados para acessar streaming ilegal de canais de TV, filmes e eventos esportivos. A ação ocorre às vésperas do início da nova temporada da Premier League, o principal campeonato de futebol da Inglaterra, período de alta procura por esse tipo de conteúdo pirata.
A operação foi conduzida por forças policiais britânicas em parceria com a Federation Against Copyright Theft (FACT), entidade antipirataria do Reino Unido, e resultou neste verão em batidas domiciliares em 11 áreas do país, incluindo sete localidades na Irlanda, além das cidades de Wrexham, Prenton e Birkenhead, na região de Merseyside, no norte da Inglaterra.
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PRISÕES EM LIVERPOOL
Em Liverpool, quatro homens foram presos no mês passado após uma operação policial de dois dias, realizada com apoio da FACT. As prisões seguiram a expedição de seis mandados de busca na região, e os suspeitos foram detidos sob acusação de fornecer acesso não autorizado a canais de TV, filmes e eventos esportivos ao vivo por meio de assinaturas piratas de streaming vendidas a outros consumidores.
A operação foi conduzida por forças policiais britânicas em parceria com a Federation Against Copyright Theft (FACT), entidade antipirataria do Reino Unido, e resultou neste verão em batidas domiciliares em 11 áreas do país, incluindo sete localidades na Irlanda, além das cidades de Wrexham, Prenton e Birkenhead, na região de Liverpool, no norte da Inglaterra.

ALERTA DA POLÍCIA CIBERNÉTICA
O detetive Andrew Gibson, da Unidade de Crimes Cibernéticos da polícia britânica, afirmou que a operação seguiu um trabalho investigativo detalhado ao lado da FACT e permitiu agir contra seis pessoas suspeitas de fornecer streaming ilegal em larga escala no Reino Unido. Segundo ele, vender assinaturas piratas pela internet não garante proteção contra a identificação pelas autoridades.
Gibson afirmou ainda que as investigações vão continuar, com foco em identificar quem lucra com a distribuição de conteúdo pirata na internet. A declaração reforça o discurso das autoridades britânicas de que a fiscalização sobre serviços de streaming ilegal deve se intensificar, especialmente em períodos de grande audiência esportiva, como o início de uma nova temporada da Premier League.
CONSUMIDORES TAMBÉM NA MIRA
A operação não mirou apenas vendedores e distribuidores de streaming pirata: usuários comuns que compraram os dispositivos também entraram no radar das autoridades, embora com uma abordagem inicial diferente da aplicada aos fornecedores. Policiais e agentes antifraude fizeram visitas domiciliares a consumidores identificados, com foco em alertar e não em prender de imediato.
- Visitas e advertências: agentes entregaram notificações de “cessar e desistir” em endereços de usuários, com ordens diretas para interromper o uso imediato dos dispositivos piratas.
- Risco de multas: as autoridades reforçaram que consumir esse conteúdo também é crime no Reino Unido, previsto na Lei de Economia Digital, e quem ignorar o aviso e continuar usando o aparelho pode ser processado criminalmente, com multas que chegam a até £ 50 mil (cerca de R$ 342 mil).
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RISCOS PARA O CONSUMIDOR
De acordo com a FACT, os serviços de streaming ilegal costumam ser vendidos por meio de sites, redes sociais, aplicativos de mensagens e dispositivos de streaming modificados, como versões adulteradas do Fire Stick, oferecendo acesso não autorizado a canais por assinatura e eventos pay-per-view por valores bem abaixo dos praticados pelos serviços oficiais de TV paga.
Além do prejuízo causado a emissoras e produtores de conteúdo, a entidade alerta que o uso desses serviços pode expor consumidores a golpes, softwares maliciosos e roubo de dados pessoais e financeiros. A FACT afirma que seguirá atuando junto a forças policiais e detentores de direitos autorais no combate à pirataria digital, com novas operações de inteligência, notificações extrajudiciais e ações criminais.












