Imagem: Minha Operadora

Fim do .com.br? Novo domínio pode ser o ‘padrão’ brasileiro no futuro

A nova extensão só foi liberada em setembro de 2025, mas já entrou no radar de diversas empresas e entidades.

Goodanderson Gomes
4 min de leitura

Quem “manja” de internet sabe: o tipo de extensão utilizado em um domínio representa bem mais do que apenas alguns caracteres.

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No Brasil, os mais comuns são o clássico .com.br, que designa domínios “feitos” para a internet brasileira, o .com, usado em domínios internacionais, o .net, que também tem características mais transfronteiriças, por assim dizer.

Mas você já ouviu falar no domínio .ia.br? Não estamos falando de um site sobre inteligência artificial, mas sim um domínio em si, que por sinal está em alta no Brasil e pode “substituir” os mais tradicionais.

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Para que serve o “domínio da IA”?

Oficialmente liberado em setembro de 2025, o sufixo .ia.br chegou para resolver um problema simples: dar um endereço oficial para quem trabalha com inteligência artificial no Brasil.

Na prática, a extensão funciona como um “carimbo” para identificar de cara que aquele site, ferramenta ou serviço é focado em IA.

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A adesão foi rápida. Depois de uns meses de aquecimento, os registros dispararam em fevereiro de 2026. Segundo levantamento da Locaweb, o movimento mostra que o ecossistema de tecnologia no país começou a criar uma identidade própria e bem mais fácil de reconhecer, diga-se de passagem.

LEIA MAIS:

O que vai estar em alta na internet num futuro próximo?

O boom da inteligência artificial é só uma parte da história. A verdade é que a internet brasileira está cada vez mais fatiada em nichos específicos.

Analisando mais de 230 mil domínios no país, dá para ver com clareza o que vem ganhando força:

  • Sustentabilidade e energia solar: é o nicho que mais cresceu nos últimos cinco anos. Foram mais de 1.700 domínios criados na área desde 2021.
  • Profissionais liberais em nome próprio: médicos, advogados e dentistas cansaram de depender só do Instagram. Amoda agora é registrar domínios próprios (tipo drnome.com.br ou .adv.br) para passar autoridade e puxar clientes.
  • Proteção em dose dupla: a preocupação com a marca subiu de nível. Quase 16 mil empresas já garantiram o .com e o .com.br juntos só para evitar cópias e imprevistos.

No topo da lista geral, a saúde segue liderando a presença online com 5% dos sites analisados, seguida por tecnologia (3,8%) e advocacia (2,8%).

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Há chances de o .com.br ser substituído mesmo?

Curta e direta: quase nenhuma.

Por mais que o .ia.br chame a atenção de empresas de tecnologia, o velho conhecido .com.br continua sendo o dono da casa. Ele representa mais de 63% dos domínios ativos no Brasil.

E o motivo é psicológico: o brasileiro confia no .com.br. A extensão passa a ideia de empresa consolidada e real no país.

O cenário real não é de substituição, mas de divisão de tarefas. O .com.br fica como o endereço principal da marca, enquanto extensões como o .ia.br entram como um atalho de posicionamento para quem quer deixar claro, de primeira, o que faz.

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