Conforme noticiamos, no início do mês a Anatel assinou a liberação do uso de faixas de espectro extras para oferta do serviço D2D (direct-to-device), que basicamente permite que celulares se conectem à internet via satélite.
Rapidamente a SpaceX, que controla a Starlink, iniciou tratativas e, de acordo com a imprensa dos Estados Unidos, já conseguiu autorizações da Anatel para trabalhar com o D2D no Brasil. O anúncio foi feito na última terça-feira (21).
Além disso, a empresa de satélites de Elon Musk afirma já ter acordo fechado com uma operadora brasileira. Porém, o nome da empresa e os detalhes desse acordo ainda são um mistério.
Por que a Starlink está “escondendo o jogo”?
De acordo com veículos de mídia dos Estados Unidos, a SpaceX solicitou à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) que as tratativas sobre o D2D no Brasil sejam protegidas por sigilo de 30 dias.
Vale lembrar que mesmo em se tratando de acordos comerciais no Brasil, a controladora da Starlink precisou informar seus passos às agências reguladoras norte-americanas por ter domicílio comercial na terra do Tio Sam.
Até onde se sabe, a SpaceX teme que concorrentes se aproveitem de informações privilegiadas e possam “melar” os acordos referentes ao direct-to-device no mercado brasileiro. Por isso, nem mesmo as faixas e frequências que serão utilizadas foram divulgadas.
Sabe-se ainda que a Starlink usará o sinal dessa operadora misteriosa para propagar o seu sinal de internet via satélite. Já existe um protocolo específico chamado Supplemental Coverage from Space (SCS), licenciado pela FCC, que permite a conexão direta entre satélites e celulares por meio do sinal de uma operadora.
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As negociações já existiam
Em matéria publicada no início do mês, mencionamos também os rumores de negociações entre Starlink e as principais operadoras brasileiras.
Na época, já se tinham informações sobre um suposto acordo fechado com a Claro e o início de conversas com a Vivo. Será que a tele “premiada” foi uma das duas? Só o tempo dirá.
Uma guinada no dia a dia dos usuários
Assim que chegar ao mercado, o serviço D2D da Starlink, e também de outras empresas de internet via satélite, deve se tornar um sucesso imediato.
Com base nas informações que se tem até agora, a tecnologia deve cobrir falhas de conexão dos serviços de dados. Em outras palavras, onde o 4G ou 5G da operadora não funcionar bem, a internet via satélite supre a necessidade.
Mas claro, é esperado que muito em breve abra-se a possibilidade de ter a internet vinda do espaço funcionando de forma independente nos aparelhos, como uma opção até mesmo ao Wi-Fi.
Devido às poucas informações sobre como o D2D da Starlink funcionará no Brasil, é difícil estimar quando o serviço estará disponível para os usuários. De qualquer forma, o prazo de sigilo à FCC foi, como já mencionamos, de apenas 30 dias. Isso significa que no final de agosto já deveremos ter mais informações sobre a novidade.












