A Vivo decidiu remar contra a maré do mercado corporativo brasileiro e ampliar suas metas de diversidade até 2035, com foco em raça, gênero, pessoas com deficiência e população LGBTI+. Enquanto boa parte das empresas do país reduz investimentos no tema, a companhia passou a cobrar resultados de diversidade diretamente da liderança executiva.
Segundo Fernando Luciano, vice-presidente de Pessoas da Vivo, a mudança começou em 2018, quando a operadora percebeu que seu quadro de funcionários não refletia a diversidade da sociedade brasileira. Desde então, o assunto deixou de ser tratado apenas pelo setor de Recursos Humanos e passou a integrar a pauta mensal do Comitê Executivo da empresa, com metas revisadas ano a ano.
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PROGRAMA TEM QUATRO PILARES DESDE 2018
A estrutura criada pela Vivo se apoia em quatro frentes: raça, gênero, pessoas com deficiência e população LGBTI+. A partir dela, a operadora revisou processos de ponta a ponta, criou vagas afirmativas para os quatro grupos, reformulou o recrutamento e passou a treinar gestores para identificar vieses inconscientes durante contratações e promoções internas.
Nos programas de estágio e jovem aprendiz da Vivo, metade das vagas é reservada para pessoas negras. Para Luciano, a área de Pessoas sozinha não conseguiria escalar o tema dentro de uma empresa do porte da Vivo. “Precisaríamos de alianças fortes”, afirma o executivo, ao explicar por que o Comitê Executivo passou a acompanhar os resultados de perto.

NÚMEROS MOSTRAM AVANÇO NA COMPOSIÇÃO DO QUADRO
O esforço da Vivo já aparece nos números internos da operadora, divulgados pelo próprio executivo. Confira o retrato atual da composição do quadro de funcionários da companhia:
- Colaboradores negros: 34,3% dos cargos de liderança e 45,8% do quadro total de funcionários
- Mulheres: 44,6% do quadro geral de funcionários e 39,3% da liderança executiva
- Comunidade LGBTI+: 1 em cada 10 pessoas na empresa se declara parte do grupo
METAS PARA 2035 MIRAM A ALTA LIDERANÇA
Até 2035, a Vivo quer elevar para 40% a participação de pessoas negras em cargos de liderança na operadora. A meta também prevê 40% de mulheres na alta liderança e 45% na liderança em geral da empresa. “Tenho orgulho de dizer que estamos no caminho certo”, diz Luciano, ao comentar os mais de 33 mil colaboradores que a Vivo tem hoje espalhados pelo país.
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DESEMPENHO CONTINUA SENDO CRITÉRIO CENTRAL
Para o executivo, a ampliação das metas de diversidade não muda os critérios de avaliação individual dentro da Vivo. “Quando colaboradores não apresentam a performance desejada, as consequências são aplicadas, independentemente da idade, gênero, cor de pele, tipo de deficiência ou orientação sexual”, afirma Luciano sobre a política interna da operadora.
PRÓXIMO PASSO É GARANTIR PROMOÇÕES
A preocupação agora, segundo Luciano, é garantir que os avanços nas contratações da Vivo também se reflitam em promoções e na formação de novas lideranças. Por isso, a operadora investe em programas como o Raça em Foco, voltado a profissionais negros, e o Acessibilidade em Foco, lançado em 2026 para formar gestores capazes de remover barreiras para pessoas com deficiência.












