A TV por assinatura chegou a apenas 23,5% dos domicílios brasileiros em 2025, o menor índice de toda a série histórica medida pelo governo federal. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (2) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com base em pesquisa aplicada em lares de todas as regiões do país ao longo do ano passado.
O levantamento faz parte da Pnad Contínua TIC (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Tecnologias da Informação e Comunicação), realizada anualmente pelo IBGE com moradores de todo o Brasil. Em relação a 2024, a adesão à TV por assinatura recuou 0,8 ponto percentual, reflexo do desinteresse crescente dos brasileiros pelo formato tradicional de televisão paga oferecido pelas operadoras.
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SÉRIE HISTÓRICA EM QUEDA
A retração da TV por assinatura não é um fenômeno recente. Desde 2016, quando a pesquisa começou a medir o indicador, a participação do serviço nos domicílios brasileiros só diminui, com uma leve estabilização registrada entre 2021 e 2022, logo após o início da pandemia de covid-19, período em que o consumo de conteúdo audiovisual em casa aumentou temporariamente no país. Veja a evolução do indicador ano a ano.
- 2016: 33,9% dos domicílios
- 2018: 31,8% dos domicílios
- 2019: 30,3% dos domicílios
- 2021: 27,8% dos domicílios
- 2022: 27,7% dos domicílios
- 2024: 24,3% dos domicílios
- 2025: 23,5% dos domicílios
Na comparação entre as pontas da série histórica, a queda acumulada chega a 10,4 pontos percentuais. Ou seja, a TV por assinatura perdeu quase um terço de sua presença nos lares brasileiros em apenas nove anos, período marcado pela popularização do streaming e pela ampliação do acesso à internet banda larga no país, que hoje chega a boa parte dos municípios brasileiros e barateou o consumo de vídeo sob demanda.

STREAMING GANHA ESPAÇO
Enquanto a TV por assinatura encolhe, o vídeo por assinatura pela internet segue em trajetória oposta. O serviço cresceu 1 ponto percentual em relação a 2024 e atingiu 44,4% dos domicílios brasileiros, maior nível já registrado pela série histórica do IBGE, superando com folga a penetração da TV paga tradicional e consolidando a preferência do público por plataformas de streaming sob demanda.
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POR QUE OS LARES NÃO ASSINAM
O IBGE também perguntou aos domicílios sem TV por assinatura o motivo da ausência do serviço. A maioria disse simplesmente não ter interesse pela TV paga, enquanto uma parcela relevante apontou o custo elevado das mensalidades como principal barreira para a contratação, o que reforça o peso do fator financeiro na decisão das famílias sobre quais serviços de comunicação manter em casa.
- Não havia interesse pelo serviço: 62,2%
- Custo elevado: 26,1%
- Vídeos pela internet substituíam o serviço: 10%
- Não estava disponível na área do domicílio: 0,9%
- Outro motivo: 0,8%
Os números reforçam a percepção do mercado de telecomunicações. O consumidor brasileiro tem priorizado a internet e os aplicativos de streaming em detrimento dos pacotes tradicionais de TV por assinatura, movimento que deve continuar pressionando as operadoras do setor nos próximos anos e exigindo novas estratégias de combos e pacotes que incluam banda larga e serviços de vídeo por demanda.












