02/02/2026

Luxo e crime: Como o dono de uma TV pirata faturou R$ 5 milhões e acabou preso

Condenado ostentava carros da Porsche e BMW adquiridos com lucro de transmissões ilegais de sinal de TV por assinatura e streaming.

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Reprodução/Gemini

Na última quarta-feira (28), a Justiça de São Paulo elevou para sete anos e seis meses de prisão a pena do líder de um esquema de tv pirata em Penápolis (SP), condenado por operar o portal Control IPTV e lavar dinheiro através de empresas de fachada para burlar a fiscalização. A sentença em regime fechado foi aplicada porque o réu, reincidente após ser detido na Operação 404, movimentava R$ 5,2 milhões por ano vendendo acessos ilegais a conteúdos protegidos para 17 mil usuários que buscavam mensalidades reduzidas.

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A estrutura do negócio ilícito

O esquema operava de maneira profissional através de uma central de gerenciamento robusta hospedada no portal meupainel.me. A partir dessa plataforma, os criminosos coordenavam diversos sites de transmissão clandestina, garantindo que milhares de usuários tivessem acesso a canais pagos, filmes e séries sem qualquer autorização dos detentores de direitos. A organização era vasta e utilizava múltiplos domínios para pulverizar a oferta ilegal.

  • Price IPTV e Tech Canais
  • LH Canais e DVConect
  • Plis Canais e Factory IPTV
  • IPTV Fast e Turbo TV
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Faturamento e combate regulatório

De acordo com os dados fornecidos pela Alianza, associação de combate à pirataria na América Latina, o faturamento era sustentado por uma base sólida de 17 mil usuários únicos. Os pacotes eram oferecidos por valores extremamente baixos, com planos iniciando em R$ 25 mensais, o que facilitava a captação de clientes. Essa prática desleal não apenas prejudica a indústria de telecomunicações, mas também ignora os esforços regulatórios que buscam em operações técnicas recentes.

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Ostentação e lavagem de dinheiro

A lavagem de dinheiro era o pilar que sustentava o estilo de vida luxuoso do criminoso e seus comparsas no interior paulista. A investigação revelou que o grupo tentou ocultar aproximadamente R$ 13 milhões utilizando empresas de fachada e contas em nomes de terceiros. Esse método visava dificultar o rastreamento financeiro realizado pelos órgãos de controle, enquanto o lucro da operação criminosa era convertido em um patrimônio físico de alto padrão que impressionou as autoridades.

Bem ApreendidoDescrição/Valor Estimado
Imóvel de LuxoAvaliado em R$ 1,1 milhão
Veículo PorscheCarro de luxo registrado em empresa de fachada
Veículos BMWDois modelos de alto desempenho
Land RoverUtilitário de luxo para uso pessoal

Reincidência e Operação 404

A prisão do líder ocorreu originalmente durante a segunda fase da Operação 404, ainda em novembro de 2020. Mesmo após ser detido em flagrante naquela ocasião, o acusado demonstrou total desprezo pelas autoridades ao pagar fiança e retomar imediatamente a operação da rede ilegal. Essa reincidência foi um dos fatores determinantes que pesaram para o endurecimento da pena atual e a mudança para o regime fechado. Outros quatro integrantes do grupo também receberam condenações superiores a cinco anos.

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