Imagem: DALL-E/Reprodução

Com sensores integrados, torres 6G poderão detectar pessoas mesmo sem celular

Goodanderson Gomes
3 min de leitura
Imagem: DALL-E/Reprodução

A tecnologia 6G, ainda em fase de desenvolvimento, deverá expandir significativamente o papel das torres de telecomunicações. 

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Em vez de apenas servir como ponto de transmissão de dados, como são agora, essas estruturas poderão atuar também como sensores ambientais, capazes de detectar pessoas e objetos mesmo quando não há um celular ou dispositivo conectado por perto.

O conceito tem ganhado força em países como a Coreia do Sul, onde operadoras vêm testando soluções que unem comunicação e sensoriamento. 

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A proposta, conhecida pelo nome técnico ISAC, aproveita as ondas de rádio usadas na transmissão para interpretar o que acontece no entorno das antenas, de movimentos de pedestres a vibrações mecânicas em fábricas.

A rede como parte do ambiente

Na prática, as torres deixariam de ser apenas passagens de sinal e se tornariam elementos ativos na gestão do espaço urbano. 

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Em uma cidade inteligente, por exemplo, a tecnologia poderia ajudar a controlar o fluxo de trânsito, identificar áreas com aglomeração de pessoas ou até enviar alertas em situações emergenciais, tudo isso sem depender de câmeras ou sensores externos.

A aplicação também pode beneficiar veículos autônomos, que precisam de dados precisos sobre o ambiente ao redor. 

Com o 6G, esses sistemas teriam acesso a informações fornecidas diretamente pela infraestrutura da rede, aumentando a segurança nas ruas.

Indústria de olho na detecção remota

O setor industrial também deverá se beneficiar. Em vez de instalar sensores em cada máquina, as fábricas poderiam usar a rede para captar sinais indiretos, como alterações na vibração de equipamentos, e antecipar falhas. 

A mesma lógica pode ser aplicada a sistemas logísticos ou agrícolas, onde o monitoramento em tempo real pode gerar ganhos operacionais.

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Empresas como Huawei, Qualcomm e Samsung já trabalham em protótipos e simulações que envolvem essas possibilidades. 

Uma das apostas é a criação dos chamados gêmeos digitais: réplicas virtuais de locais reais, alimentadas por dados captados em tempo real, que permitem testes e ajustes sem interferir no ambiente físico.

O que se sabe sobre a implantação

A expectativa é que os padrões técnicos do 6G comecem a ser definidos até o final da década. Redes comerciais, segundo projeções, podem estrear por volta de 2030 em países mais avançados tecnologicamente. 

No Brasil, o tema ainda é embrionário, mas a discussão já está posta, especialmente entre operadoras e entidades ligadas ao setor.

Apesar de ainda distante da realidade do consumidor, o 6G vai muito além da promessa de uma internet mais rápida. Ao transformar as antenas em sensores, ele poderá reconfigurar a relação entre redes móveis e o ambiente físico.

* Com informações do Android Police

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