MCom doa computadores para instituições religiosas e sociais em Goiás

Cleane Lima
4 min de leitura

Na semana passada, o Ministério das Comunicações (MCom) realizou a entrega de computadores pelos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs) para instituições religiosas e sociais em Goiás. A pasta também realizou entregas representativas para um espaço de formação de artistas drags e outro dedicado ao acolhimento de jovens e adultos em situação de vulnerabilidade.

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Entrega de equipamentos aos grupos LGBTQIA+. Foto: Shizuo Alves/MCom

Na primeira ação, 10 computadores doados pelo MCom irão compor salas de ensino de crianças até o público idoso na Casa de Osun e a Associação Projeto Estrela para levar inclusão digital para suas respectivas comunidades. Ambos projetos fazem trabalhos de acolhimento de pessoas em situação de ameaça ou violação de direitos e que estejam afastados temporariamente de seu núcleo familiar, com os vínculos familiares rompidos ou fragilizados.

A Casa de Osun recebeu os equipamentos recondicionados e já tem um espaço pronto para composição de laboratório de informática. A Associação Projeto Estrela, reforçou seu laboratório que tinha apenas dois equipamentos para um número superior de alunos pesquisarem.

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Maria Cristina Santos, representante social da Casa de Osun, de matriz africana, celebrou o recebimento dos equipamentos. “O ganho dos computadores foi de grande valia para educação e extensão da escola para nossas crianças. Como professora de formação, eu sei a importância do acesso ao computador para pesquisa e conhecimento deles. Eu agradeço ao Ministério das Comunicações pela intervenção em comunidades que precisam desse acesso”.

Já Rodrigo Vieira Santos, responsável pelo Projeto Estrela que faz a inclusão social de alunos por meio de cursos de música e esporte, agora também reforçará o mundo digital com seus alunos.

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“A entrega desses computadores representa sonhos. Hoje entendemos que nossa região tem uma carência digital. Vai possibilitar o sonho de uma criança que não tem a possibilidade de ter um computador estar em uma situação similar à de quem tem o acesso. Isso tudo para mim é um sonho”, afirma.

LGBTQIA+

No segundo caso, os 10 computadores foram para oDistrito Drag e a Casa Rosa, localizadas no Distrito Federal. As máquinas vão auxiliar os representantes de cada espaço no trabalho de inclusão social e digital aos acolhidos.

A Casa Rosa, espaço destinado aos acolhimentos dos grupos LGBTQIA+, também comemorou a chegada dos equipamentos. O local passa por obras de ampliação para ofertar cursos profissionalizantes e preparatórios aos jovens e adultos.

Já nos deparamos com pessoas acolhidas que tentaram fazer inscrição do Enem. Essas candidatas agora vão poder vir aqui para poder estudar com a gente”, festejou Marcos Venisson Tavares, presidente da Casa Rosa.

De acordo com a coordenadora da Casa Rosa, Letícia Regina da Costa, a falta de computadores já prejudicou uma jovem lesbica acolhida pela instituição, que retirou busca ajuda de pessoas próximas para fazer a inscrição no Encceja, pois a Casa Rosa não tinha computador.

“Não tínhamos acesso, mas agora tudo será facilitado para pesquisas, buscas de oportunidades, cursos profissionalizantes e vamos ter, em breve, cursos preparatórios para concursos públicos”, comemorou a coordenadora.

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