A Nokia segue viva na memória de quem acompanhou a evolução da telefonia móvel, e uma seleção baseada na opinião de usuários aponta quais celulares da marca finlandesa merecem o título de melhores de todos os tempos. A lista reúne cinco aparelhos de gerações diferentes, do resistente Nokia 3310 ao Lumia 1020, lançado em 2013, e mostra como a fabricante apostou em design, câmera e conectividade.
A escolha considera, principalmente, a experiência de quem usou os modelos ao longo dos anos. O resgate faz sentido porque a empresa perdeu espaço com a chegada do iOS e do Android, e nem a aposta no Windows Phone evitou a venda da divisão de celulares para a Microsoft, em 2014. Depois disso, a HMD licenciou a marca e passou a lançar aparelhos acessíveis, em uma operação separada da fabricante original.
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UMA ÉPOCA DE APARELHOS DIFERENTES
Naquele período, escolher um celular era uma decisão muito ligada ao design. Havia modelos compactos, com teclado físico, formatos variados e câmeras ambiciosas, e foi nesse cenário que a Nokia conquistou o respeito de muitos consumidores. Parte desses aparelhos ainda desperta nostalgia em uma geração inteira, mesmo com a marca longe do protagonismo no mercado de telefonia móvel.
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NOKIA 3310, O ÍCONE INDESTRUTÍVEL

Poucos celulares marcaram tanto uma geração quanto o Nokia 3310, considerado por muitos o modelo mais icônico da marca. Nos Estados Unidos, a experiência ficou ligada ao 3390, uma variante com design parecido, mas frequências diferentes. Enquanto o 3310 operava nas faixas GSM de 900 MHz e 1.800 MHz, o modelo americano usava 1.900 MHz para funcionar nas redes locais.
Segundo os usuários, a durabilidade era a qualidade mais lembrada, tanto que muitos continuaram com ele mesmo após a chegada de aparelhos mais sofisticados. Relatos citam que o celular seguia funcionando depois de várias quedas no concreto e, se a carcaça se soltasse, bastava encaixar as peças de volta. Capas trocáveis e jogos como Snake II e Space Impact completavam o pacote, algo simples hoje, mas novidade na época.
NOKIA N95, O CANIVETE SUÍÇO

Lançado em 2007, o Nokia N95 8 GB mostrou como um celular poderia reunir as funções de vários aparelhos em um só. O modelo trazia câmera de 5 megapixels com ótica Carl Zeiss, GPS integrado, Wi-Fi e 8 GB de armazenamento, além de tela de 2,8 polegadas. A proposta era permitir que o usuário tirasse fotos, ouvisse música ou consultasse mapas durante viagens, tudo com um único dispositivo no bolso.
Outro destaque era o mecanismo deslizante de dois lados, com o teclado numérico de um e os controles de mídia do outro. A entrada para fone de 3,5 mm, abandonada por muitos smartphones atuais, reforçava o apelo para quem pensava em comprar um tocador de MP3. Não por acaso, usuários descrevem o N95 como um canivete suíço, já que ele fazia quase tudo relacionado a mídia em um formato que cabia no bolso.
NOKIA E71, FEITO PARA O TRABALHO

O Nokia E71 apostou em um teclado QWERTY completo para facilitar a digitação de mensagens e e-mails, ponto muito elogiado pelos donos do aparelho. O acabamento em aço inoxidável na traseira dava um visual elegante, enquanto o formato estreito permitia o uso com uma ou duas mãos. A combinação agradou em cheio quem começava a usar o celular como ferramenta de trabalho no dia a dia.
O foco em produtividade aparecia no acesso a e-mails pelo Microsoft Exchange, na sincronização de agenda e contatos e na possibilidade de alternar entre telas iniciais para trabalho e uso pessoal. Na parte de conectividade, o E71 contava com Wi-Fi, 3G e GPS, além de câmera de 3,2 megapixels com foco automático, o que fazia dele uma opção tanto para o expediente quanto para o lazer.
N8 E LUMIA 1020 APOSTARAM NA CÂMERA

O grande trunfo do Nokia N8 era a câmera de 12 megapixels com ótica Carl Zeiss, sensor grande para a época e flash de xenônio. Para comparação, o iPhone 4, um dos principais rivais, tinha câmera de 5 megapixels e flash de LED. O aparelho também oferecia botão dedicado para fotos, corpo de alumínio anodizado em várias cores, tela AMOLED de 3,5 polegadas e 16 GB de armazenamento expansível por cartão microSD.
O N8 gravava vídeos em HD, embora o Samsung Galaxy S II, lançado no mesmo período, já registrasse em 1080p. Mesmo assim, o celular permitia editar os vídeos no próprio aparelho e tinha conexão HDMI para exibir o conteúdo na TV. Já o Lumia 1020, lançado em 2013, levou a fotografia ainda mais longe com sensor de 41 megapixels, ótica Zeiss, estabilização óptica de imagem, rara na época, e flash de xenônio.
A tecnologia PureView aproveitava essa resolução para gerar fotos de 5 megapixels com mais detalhes e menos ruído, além de permitir recortar e reenquadrar a imagem depois do clique. Um aplicativo próprio liberava o controle manual de ISO, balanço de branco e velocidade do obturador. O pacote incluía tela AMOLED de 4,5 polegadas, 32 GB de armazenamento e Windows Phone, mas o intervalo entre fotos atrapalhava em cenas de ação.












