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Chamadas legítimas precisam ser protegidas do anti-spam, pede TelComp

A associação comentou recente decisão do governo que endossou o combate a chamadas sem identificação e/ou em massa.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

Uma Medida Provisória anunciada recentemente pelo governo federal instituiu normas de bloqueio a chamadas suspeitas. Anteriormente, a Anatel já havia regulamentado serviços de anti-spam das operadoras.

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Diante dessa nova realidade, a Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp) se manifestou favorável às novas medidas, mas pediu proteção para ligações legítimas.

A TelComp analisa que os bloqueios não podem interferir em serviços legítimos como as ligações de telemarketing feitas pelas próprias operadoras.

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As solicitações da TelComp

Para a associação, as medidas apresentadas agora pelo governo e as que já foram implementadas pela Anatel são necessárias. Inclusive, há uma colaboração da entidade com a reguladora.

Porém, a TelComp pontua que, como já foi mencionado, ligações legalizadas não sejam bloqueadas por engano. Isso prejudicaria empresas e a concorrência no setor de telecom, avalia a associação.

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Basicamente, o órgão representativo sugere que as regras se moldem às necessidades de cada rede, assegurando paridade para todos os envolvidos.

“É essencial que as soluções sejam tecnicamente consistentes, interoperáveis e aplicáveis às diferentes arquiteturas de rede e modelos de negócio, assegurando a proteção dos usuários sem prejudicar as comunicações legítimas”, disse a TelComp em nota.

Os bloqueios não miram ligações legítimas

Apesar dos receios da TelComp, tanto o governo quanto a Anatel deixam claro que os bloqueios de chamada não vão atingir chamadas devidamente identificadas.

Essa, inclusive, é a principal regra da Medida Provisória 1.396/2026, anunciada há dois dias. Ela obriga as operadoras a manter a identificação da origem de ligações comerciais, colocando nome e, se possível, a logomarca da empresa que está ligando.

Nesse novo formato, empresas legítimas e as próprias operadoras podem manter o modelo de telemarketing. Se as ligações identificadas serão atendidas pelos usuários, aí já é um outro assunto.

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Chamadas fraudulentas estão na mira

Todo esse processo tem como objetivo vencer a realização de spam e a prática de crimes via ligação, como é o caso do spoofing.

Inclusive, a TelComp citou o spoofing em sua manifestação e elogiou as medidas da Anatel para combater esse tipo de fraude, onde a origem das ligações é maquiada ao longo da rede, tornando a identificação praticamente impossível pelo usuário.

No final de tudo, o consumidor, que é sempre a parte mais prejudicada por esse problema, espera que entidades, órgãos e empresas se unam com um só objetivo: o de expurgar cibercriminosos das redes de telecomunicações.

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