Pelo menos quatro operadoras receberam notificações de uma medida cautelar da Anatel contra a prática de spoofing. A lista é encabeçada pela TIM, uma das três grandes do Brasil, seguida por Algar, Surf e Itelco.
No spoofing, chamadas fraudulentas têm suas origens maquiadas para dar a entender que são legalizadas. Essa é uma das principais práticas criminosas do tipo.
As operadoras citadas foram instadas pela Anatel ou porque ligações do tipo foram detectadas passando pela sua rede, ou por que tiveram origem nela. Ambas situações geram responsabilização.
TIM e Algar sob escrutínio
A TIM e a Algar foram os grandes alvos dessas medidas cautelares da Anatel. Mas, é importante dizer que as empresas foram contactadas apenas a tomar providências para interromper o spoofing gerado por terceiros.
Em outras palavras, as teles não estão envolvidas diretamente em tais práticas criminosas.
No primeiro caso, foi identificado que ligações fraudulentas alegadamente surgiram nos sistemas das empresas ELO Contact Center Serviços e US Matrix. Essas entidades usam a rede da TIM para ter sinal de telefonia.
Por sua vez, a Anatel notificou tanto as empresas quanto a operadora azul: as primeiras, para identificar e interromper a prática. A segunda, para mitigar os canais utilizados para spoofing.
A Algar passou por algo semelhante, quando ligações de origem modificada passaram por sua rede vindas dos sistemas da Voros, da Foco e da Datora. No caso da Voros, a Anatel determinou um bloqueio cautelar na capacidade de gerar chamadas, até que o problema seja resolvido.
Assim como a TIM, a Algar precisa tomar providências sobre o fato sob pena de ter canais bloqueados pela agência reguladora. O prazo é de 30 dias para ambas as teles apresentarem medidas de combate ao spoofing e relatórios que demonstrem a origem real das chamadas ilegais detectadas.
Sobre a Surf Telecom e a Itelco pesa a mesma “sentença”: bloquear chamadas ilegais que passam pela sua rede em até 30 dias.
Fiscalização ativa contra fraudes telefônicas
Essa é mais uma das medidas anti-golpe que vêm sendo perpetradas pela Anatel nos últimos tempos. O spoofing é usado justamente para enganar o usuário, dando à ligação fraudulenta uma “cara” de normal.
Recentemente a agência regulamentou a criação e utilização de sistemas anti-spam por operadoras, mesmo sob protestos de associações que representam empresas de telemarketing. Esses mecanismos também repelem ligações possivelmente fraudulentas.
Apesar do cenário consolidado de uso de apps de mensagem e outros métodos de comunicação digital, cibercriminosos ainda se utilizam bastante de ligações e mensagens de texto nativas para tentar aplicar golpes.
* Nenhuma das operadoras citadas está envolvida diretamente com a prática de spoofing. O que ocorre é a utilização de suas redes para originar ou transportar essas chamadas, que são realizadas por criminosos.












