Você usa o chamado “gato net” ou conhece alguém que usa? Pois bem, um novo estudo acaba de que “queimar” ainda mais esse tipo de serviço clandestino.
De acordo com um levantamento feito pela consultoria em cibersegurança JC2SEC, com base em dados da plataforma Bitsight, as TV boxes pirata estão enfraquecendo a nota geral do setor de telecomunicações brasileiro no quesito segurança.
Para se ter uma ideia, a área ficou na lanterna de uma lista de oito setores da economia, como Saúde, que ficou em primeiro lugar, Tecnologia, Serviços e Energia.
Segundo a amostragem, o problema é que, por serem uma burla ao sistema de TVs por assinatura e streamings, as boxes clandestinas deixam redes domésticas vulneráveis a ataques cibernéticos.
A vulnerabilidade das TV boxes pirata
Não é de hoje que especialistas alertam para os riscos de se ter uma TV box pirata em casa. E isso não é “alarmismo comercial”, como alguns acusam.
Como mencionamos, esses sistemas utilizam recursos criptográficos que decodificam e quebram travas impostas por geradoras de sinal à cabo e transmissores de streaming, tornando os conteúdos acessíveis através de aplicativos e receptores clandestinos, apelidados de “gato net”.
Antes de seguir, vale mencionar: existem modelos de TV boxes legalizadas, utilizadas por provedoras de TV por assinatura. Porém, muitas pessoas preferem os pirateados por não precisarem pagar por assinatura mensal.
Esse canal é uma porta aberta para cibercriminosos. E pior: como as TV boxes “falsiê” precisam estar conectadas à internet para funcionar, seja fixa ou 4G/5G, a própria rede da provedora ou operadora pode ser afetada.
Segundo a Bitsight, que forneceu essas informações à JC2SEC, 1,65 milhão de infecções em redes de internet domésticas foram identificadas nos últimos meses. Dentre os malwares encontrados estão o RootSTV, que infectou 71% dos IPs analisados, e o Vo1d.
Em linhas gerais, esses programas maliciosos operam silenciosamente capturando informações de tráfego e dados inseridos na rede. Ou seja, senhas, informações financeiras e até históricos de navegação podem ir parar nas mãos de hackers.
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Principais riscos e possíveis soluções
Os principais riscos de se possuir uma TV boxe pirata convergem em um só: ter a rede doméstica invadida e dados vazados para grupos de cibercriminosos.
Já a solução é ambígua, passando primeiramente por uma conscientização dos usuários e seguindo para uma fiscalização/combate ao funcionamento desses aparelhos e apps de transmissão.
Sobre isso, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tem sido firme. Hora desativa “gato nets” de forma técnica, hora promove batidas para desarticular a venda dos aparelhos e aplicativos, punindo os responsáveis.
Contudo, a decisão parece continuar mesmo nas mãos de quem usa esse serviço. Afinal, se o consumidor decidir abandonar a “TV pirata” na ponta, seus fornecedores não terão a quem vender.












