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TIM anuncia recompra de até R$ 1 bilhão em ações

Cristino Melo
4 min de leitura

A TIM anunciou nesta quarta-feira (19) a aprovação de um novo programa de recompra de ações de até R$ 1 bilhão, com vigência até 19 de fevereiro de 2028. A operação será conduzida pela própria operadora diretamente na B3, em uma ou mais etapas, sem o uso de instrumentos financeiros derivativos, segundo fato relevante divulgado ao mercado nesta quarta-feira.

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Segundo o Conselho de Administração da TIM, a decisão reflete o entendimento de que as ações da companhia estão sendo negociadas abaixo do valor intrínseco do negócio. O programa prevê a aquisição de até 55.187.638 ações ordinárias, equivalente a 2,31% do total de papéis em circulação, com recursos provenientes das reservas de lucros acumuladas pela operadora.

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COMO FUNCIONA O NOVO PROGRAMA

As ações adquiridas pela TIM permanecerão inicialmente em tesouraria e poderão ser canceladas posteriormente, sem redução do capital social da companhia. A operadora afirmou que não utilizará derivativos nas operações de recompra. As transações serão intermediadas pelos bancos J.P. Morgan, BTG Pactual, Goldman Sachs do Brasil e Santander, já que as compras ocorrerão diretamente na bolsa de valores.

NÚMEROS DO PROGRAMA

  • Valor total do programa: R$ 1 bilhão
  • Ações a recomprar: até 55.187.638 (2,31% do total)
  • Vigência: até 19 de fevereiro de 2028
  • Ações ordinárias em circulação: 763.295.382
  • Ações já em tesouraria: 16.860.598

RESULTADO DO PROGRAMA ANTERIOR

Além do novo plano, a TIM formalizou o encerramento do programa de recompra anterior, aprovado em fevereiro de 2025 e finalizado em 12 de agosto deste ano. Durante a vigência do plano, a operadora adquiriu 46.884.500 ações ordinárias, com desembolso de aproximadamente R$ 1 bilhão. Desse total, 28.678.509 papéis foram cancelados em dezembro de 2025, e o saldo remanescente segue em tesouraria.

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RESERVAS DE LUCRO GARANTEM O PLANO

O novo programa de recompra de ações será financiado com recursos das reservas de lucros da TIM, que somavam R$ 5,359 bilhões no balanço referente ao trimestre encerrado em 30 de junho de 2026. O Conselho de Administração informou que a iniciativa não deve comprometer investimentos previstos no planejamento estratégico nem o pagamento de dividendos obrigatórios aos acionistas.

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Reprodução/ChatGPT

O QUE MUDA PARA O ACIONISTA

Programas de recompra costumam ser interpretados pelo mercado como um sinal de confiança da administração nos fundamentos da empresa e no potencial de valorização futura das ações. Para o acionista que permanece na base, o efeito prático é uma espécie de dividendo indireto, já que a redução no número de papéis em circulação eleva a participação proporcional de cada investidor nos lucros da companhia.

Em contrapartida, esse tipo de operação tende a reduzir a liquidez das ações na bolsa, já que menos papéis ficam disponíveis para negociação diária. Isso pode aumentar a sensibilidade dos preços da TIM diante de movimentos de compra e venda mais expressivos, um efeito colateral já observado nos programas de recompra anteriores realizados pela companhia.

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