Emissoras de rádio em diferentes regiões do Brasil começam a aderir ao sistema de Rádio 3.0, tecnologia que une a transmissão tradicional pelo espectro eletromagnético à conexão via internet. O movimento já soma grupos de comunicação de cidades como Brasília, Curitiba, Goiânia, Joinville e São José do Rio Preto, que passam a oferecer recursos digitais extras aos ouvintes.
A adesão ao novo padrão se intensifica ao longo de 2026 e reúne emissoras de diferentes portes, da Jovem Pan FM à Kboing FM, que passam a investir em plataformas como RadioDNS e DTS AutoStage. Para o setor, a mudança responde à necessidade de o rádio se manter relevante diante do avanço do consumo digital, hoje responsável por parcela expressiva da audiência das emissoras brasileiras.
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COMO FUNCIONA O RÁDIO 3.0
No sistema de Rádio 3.0, o sinal convencional transmitido pelo espectro eletromagnético passa a conviver com a conexão via internet, ampliando os recursos disponíveis ao ouvinte. Entre as novidades estão a exibição da identidade visual da emissora, informações sobre a programação, capas de músicas e metadados em tempo real, sem perder a robustez típica da radiodifusão tradicional.
A tecnologia é pensada especialmente para carros equipados com receptores compatíveis, unindo a robustez da transmissão aberta em FM à interatividade típica dos ambientes conectados. Assim, o motorista passa a visualizar dados complementares no painel do veículo enquanto ouve a rádio, em um formato que aproxima o meio tradicional das experiências digitais dos aplicativos de áudio.
CIDADES QUE JÁ ADOTAM O SISTEMA
Levantamentos do setor de radiodifusão apontam que a adoção do Rádio 3.0 já avança em municípios de diferentes regiões do país. Entre as cidades com emissoras que adotaram recursos híbridos estão:
- Brasília (DF), uma das pioneiras na oferta de recursos conectados aos ouvintes
- Curitiba (PR), presente entre os mercados que acompanham a expansão do rádio híbrido
- Goiânia (GO), com emissoras avaliando a integração aos novos padrões digitais
- Joinville (SC), onde a Jovem Pan FM, a Classic Pan FM e a Máxima Hits FM adotaram estratégias baseadas em RadioDNS
- São José do Rio Preto (SP), onde a Kboing FM e a É+ FM, do Grupo KNB, integraram as plataformas RadioDNS e DTS AutoStage
- Ribeirão Preto (SP), com o Mega Sistema de Comunicação em fase final de integração ao ecossistema híbrido
- Belo Horizonte (MG), onde a Nova Sertaneja FM já monitora o alcance de receptores híbridos entre os ouvintes
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SETOR DEBATE DADOS E CARROS CONECTADOS
O tema esteve em pauta no SET:30, painel realizado durante a NAB Show 2026, em Las Vegas. O presidente executivo da Abert, Cristiano Flôres, afirmou que o setor prepara um levantamento de dados para entender com mais precisão o alcance atual do rádio no país. “A evolução do rádio é sempre natural, pois vai atrás de onde estão as pessoas”, disse o dirigente durante o encontro.
Já o diretor do tudoradio.com, Daniel Starck, reforçou que o termo rádio já não descreve sozinho toda a experiência de consumo do público. “Hoje, as pessoas entendem o rádio como carro, Alexa e etc, e mensurar isso é um desafio”, afirmou o especialista. Segundo dados citados no debate, o incremento digital já chega a 83% da audiência total do meio no país.
PRÓXIMOS PASSOS PARA O SETOR
O avanço das montadoras na incorporação de receptores híbridos em veículos deve ajudar a consolidar o hábito de consumo do Rádio 3.0 no Brasil nos próximos anos. Para o setor, a expansão do ecossistema conectado, aliada à oferta de vídeo e à evolução das métricas de audiência, deve reposicionar comercialmente as emissoras que já apostam na nova tecnologia.












