22/05/2024

Streamings possuem apenas 11% de conteúdos brasileiros em seus catálogos

Pesquisa da Ancine ainda revelou o preço médio que as plataformas cobram no Brasil em relação a outros países analisados.

De acordo com um panorama do mercado de vídeo por demanda (VOD) e streaming divulgado pela Ancine (Agência Nacional do Cinema), órgão oficial do governo federal do Brasil, os catálogos dos principais serviços de streamings do país possuem poucas obras em comparação a produções estrangeiras.

A pesquisa “Panorama do Mercado de Vídeo por Demanda no Brasil”, foi divulgada no site do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA). Conforme os dados referentes a 2022, a pesquisa constatou que as obras nacionais presentes nos principais serviços de streaming representam apenas 11% do conteúdo das 23 plataformas que foram analisadas.

Dentre as plataformas, a Claro Video é a que possui o menor número de produções nacionais, com 0,70%. Além disso, ainda teve serviço que nem sequer pontuou na pesquisa, tendo 0 produções, foi o caso da Vix. A Starzplay conta com 1,2% de títulos nacionais, seguida da HBO Max e Disney+, com 2% e 1%, respectivamente. No caso da Netflix, o estudo apontou que a plataforma tem apenas 5%, enquanto que a Amazon Prime Video possui 5,7%.

A Box Brasil Play (80%), os canais Globo (54,8%) e Globoplay (28,3%) são os que mais têm conteúdos totalmente nacionais. Ainda há as coproduções do Brasil com outros países, sendo que nesse quesito, a Netflix, elas representam 1% do catálogo, na Amazon Prime Video é de 0,61% e na HBO Max é de 0,23%.

Vale ressaltar que para chegar a esse dados, a pesquisa considerou apenas os conteúdos que têm registro no IMDb, site que mostra a nacionalidade de filmes. Dessa forma, dos 23 serviços de streaming foram retiradas da amostra 37% das obras analisadas.

Além disso, a pesquisa mostrou que no Brasil há 59 plataformas diferentes, o que faz do país o líder em oferta de streaming dentre 20 países latino-americanos analisados pela pesquisa. O Brasil é seguido por Argentina e Chile, com 53 e 50 opções, respectivamente.

O panorama ainda apontou o preço médio cobrado no Brasil em comparação a outros países analisados. O país possui um dos menores valores, sendo que em média, os streamings cobram R$ 19,90 dos usuários brasileiros.

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