20/05/2024

Contatos de oito milhões de brasileiros no WhatsApp foram vazados e vendidos

Não só no Brasil, mas em outros vários lugares do mundo houve vazamento e venda de contatos do aplicativo WhatsApp.

Os contatos de oito milhões de brasileiros no WhatsApp foram vazados e postos à venda em fórum cibercriminosos, uma espécie de loja online de dados que deveriam ser privados. Na ocasião foram vendidas informações de 487 milhões de pessoas de 84 países. Isso pode provocar uma leva de novos golpes em massa e tentativas de fraudes. 

Cibercriminoso vazando dados do WhatsApp

O Brasil é um dos países com maior número de vazamentos, mas houve outros em condições piores: Egito (44,8 milhões), Itália (35,6 milhões), EUA (32,3 milhões), Arábia Saudita (28,8 milhões), França (119,8 milhões) e Turquia (19,6 milhões). Essas informações foram divulgadas pelo site Cybernews. 

Não foram vazados dados maiores que os telefones, porém, muitas informações podem ser encontradas através do próprio perfil do WhatsApp, como nome e foto. 

Os especialistas em segurança do Cybernews confirmaram o volume de vazamentos tendo acesso a uma amostra deles, de outros países, como Reino Unido. Não se sabe a origem do comprometimento, nem muito menos o valor. Porém, foi descoberto que há um link no Telegram por onde acontecem negociações que posteriormente podem levar para a compra.

Vazamentos individuais de dados não inspiram tanta ameaça ou perigo. Porém a  distribuição em massa dos contatos pode levar a golpes para um grande número de pessoas, tentativas de fraudes e crimes digitais semelhantes a esses. 

O Cybernews disse ter entrado em contato com a Meta, dona do WhatsApp, mas ela não deu nenhum retorno sobre o assunto. Se houver alguma novidade sobre o assunto, essa matéria será atualizada. 

Para minimizar riscos de ter os dados vazados em situações assim, é sempre bom lembrar que o aplicativo conta com opções reforçadas de segurança como a verificação em duas etapas. Além disso, é importante reforçar que é importante evitar clicar em links estranhos, fazer downloads que não inspiram confiança e tentar fazer uso de promoções ou serviços “bons demais para ser verdade”. 

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