terça-feira, 30 de outubro de 2018

Vivo fecha terceiro trimestre com lucro de R$ 3,2 bilhões

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Operadora aumenta rentabilidade no trimestre com pós-pago e expansão de fibra; lucro líquido acumulado no ano atinge R$ 7,4 bilhões.


No 3º trimestre deste ano, a Vivo registrou um lucro líquido de R$ 3,2 bilhões, um crescimento de 159,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Em relação ao trimestre anterior, o desempenho foi o mesmo.

Com o resultado, a companhia acumula lucro líquido de R$ 7,4 bilhões nos primeiros nove meses de 2018.



O bom desempenho da Telefônica foi possível especialmente pelo aumento de 5,3% do EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no comparativo anual, totalizando R$ 3,9 bilhões.

Outro ponto que ajudou no desempenho da companhia foram os efeitos não recorrentes do trimestre, relacionados à decisão transitada e julgada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) relativa ao pagamento de PIS e COFINS sobre o ICMS relativo às operações da Vivo entre 2004 e 2013. 

O resultado trimestral da Vivo é reflexo da estratégia da companhia em focar em negócios de maior valor, como planos pós-pagos e expansão da rede de fibra.

As iniciativas de digitalização também garantiram o crescimento das margens e uma experiência única aos clientes.

 A margem EBITDA recorrente foi a 35,9%, 2,1 pontos percentuais maior quando comparada ao mesmo período de 2017. 

Considerando os efeitos não recorrentes do período, o EBITDA apresentou crescimento de 29,6% em relação ao terceiro trimestre de 2017, totalizando R$4,8 bilhões, com margem de 44,2%.

A Receita Operacional Líquida apresentou crescimento de 0,6% no acumulado do ano, impulsionado pelo crescimento dos planos pós-pago e pela acelerada expansão da base de clientes de fibra (FTTH).

Esses serviços citados acima compensaram o desempenho do serviço pré-pago, por conta da migração de clientes para planos pós-pago, e pela queda natural no uso de voz fixa diante à maturidade do serviço. 

Os Custos Operacionais Recorrentes mantiveram a trajetória de queda e apresentaram redução de 4,2% em comparação ao mesmo período do ano passado, em um período em que a inflação foi de 4,5% (IPCA-12M).

"Nossa estratégia está alinhada à transformação digital que tem revolucionado indústrias e sociedades. As iniciativas de digitalização e simplificação tem como objetivo oferecer uma experiência única e exclusiva aos nossos clientes, por meio de produtos de alto valor, como 4G+ e fibra, ao mesmo tempo em que elevamos nossa rentabilidade e geração de caixa”, explica o Chief Financial Officer da Telefônica Brasil, David Melcon.

Investimentos em alta


Os investimentos da empresa subiram 9,4% no período, atingindo quase R$ 2,4 bilhões, representando 22,2% da Receita Líquida Operacional no trimestre. 

Os recursos foram concentrados, principalmente, na ampliação da rede de fibra – presente hoje em 104 cidades de 15 estados do país – e na maior cobertura e capacidade na tecnologia 4G e 4G+ (nome comercial da tecnologia 4.5G). 

Nos nove meses do ano, os investimentos somam mais de R$ 6 bilhões, o que representa 18,8% da Receita Operacional Líquida – aumento de dois pontos percentuais na comparação ao mesmo período do ano passado.

Segndo o Chief Operating Officer (vice-presidente Executivo) da Telefônica Brasil, Christian Gebara, os investimentos da operadora “seguem em ritmo acelerado com foco na ampliação do nosso mapa de cobertura e na expansão da rede móvel 4G, presente hoje em cerca de três mil municípios; e 4G+, que já alcança quase 900 cidades.”

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“Na rede fixa estamos entregando cada vez mais municípios com fibra. Lançamos 16 novos municípios, mesmo número de cidades que entregamos em 2017 e, até o final deste ano serão mais de 25 entregues no total, incluindo novas capitais”, completa o vice-presidente Executivo. 

No início do mês, a Vivo levou a sua rede de fibra para a cidade de Jataí, em Goiás. No mês passado, a operadora anunciou que irá investir R$ 7 bilhões em fibra ótica até 2020.

Móvel


A Receita Líquida Móvel da Telefônica segue crescendo e apresentou aumento de 1,8% no terceiro trimestre.

O crescimento foi influenciado por forte atividade comercial, adicionando aproximadamente 1 milhão de novos clientes pós-pagos em sua base somente no trimestre. 

No acumulado do ano, foram mais de 2,6 milhões de novos clientes no pós-pago - um crescimento de 16,3% quando comparado ao mesmo período de 2017. 

O crescimento da receita deve-se à expansão de 8,2% na Receita de Dados e Serviços Digitais, e à maior Receita de Aparelhos, que cresceu 72,4% na comparação com trimestre anterior.

O total de acessos móveis atingiu 74,4 milhões ao final do terceiro trimestre do ano, praticamente estável frente ao mesmo período do ano passado. 

A base de clientes pós-pagos já é maior que a de clientes pré-pagos, representando 53% da base móvel total. 

Por mais um trimestre, a Vivo consolida sua liderança no mercado móvel brasileiro, com 31.8% de market share total e 41,1% de market share pós-pago, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Fixo


A Receita Líquida Fixa apresentou queda de 5,4% no trimestre, principalmente devido à menor base de comparação em relação ao mesmo período do ano passado, relativa à negociação de um grande contrato pontual que gerou um efeito positivo na receita de Dados Corporativos e TI. 

Desconsiderando esse fator, a receita cairia 2% no período, apresentando uma melhora na tendência devido à evolução positiva da Receita de Banda Larga que cresceu 14,2%.

No entanto, o serviço é ainda afetado pela queda natural das Receitas de Voz e pela redução da tarifa de interconexão fixa ocorrida em fevereiro de 2018. 

Do total da receita de banda larga, aproximadamente 70% se refere à Receita de Ultra Banda Larga, que apresentou crescimento de 28,5% no comparativo anual. 

O aumento acompanha o volume de acessos em ultra banda larga, que já representa 65,8% da base.

TV por assinatura


No serviço de TV por assinatura, a receita registrou crescimento de 0,8% no comparativo anual.

Embora os acessos totais do serviço tenham reduzido em 1,1% no trimestre, o serviço segue em ascensão com o IPTV (TV por fibra) que registrou aumento de 52,7% nos acessos. 



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