quarta-feira, 17 de outubro de 2018

PGMU redireciona investimentos com manutenção de orelhões para 4G

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Ministro confirma que concessionárias deverão instalar antenas de LTE em distritos não atendidos.

Uma das reivindicações das operadoras foram atendidas pelo Governo. Os investimentos em orelhões serão redirecionados para o 4G.

O anúncio sobre as mudanças nos investimentos das concessionárias de linha fixa foi dado na última segunda-feira (15), pelo ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

Com as novas diretrizes, operadoras como a Oi e a Vivo deixarão de gastar dinheiro com a manutenção e operação dos telefones públicos (orelhões) para investir na expansão da rede 4G. 

De acordo com o Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), que será encaminhado para a Casa Civil do Palácio do Planalto na próxima sexta-feira (19), em troca da retirada dos orelhões das plantas da telefonia fixa, as operadoras devem instalar antenas de 4G (tecnologia LTE) para a oferta dos serviços de telefonia e dados fixos.  

As operadoras deverão investir em projetos de acesso LTE em 1.470 distritos onde não é fornecida nenhuma antena 4G. 

O valor estimado do investimento é de cerca de R$ 600 milhões e o prazo limite para que as concessionárias coloquem em prática é de quatro anos. 

VIU ISSO?


Durante sua participação em um evento de tecnologia em São Paulo, Kassab ainda se mostrou otimista com a possibilidade de aprovação do PLC 79/2016, que muda o modelo de telecomunicações no país. 

Segundo o ministro, os senadores estão alertas quanto à importância de aprovar a regularização o quanto antes. 

Prejuízos 


O telefone público, ou orelhão popularmente dito, caiu no esquecimento de grande parte da população desde o avanço dos celulares comuns até agora, na era dos smartphones com acesso a internet. 

Com quase nenhuma demanda, os orelhões acabam dando prejuízo às concessionárias de telefonia, que são obrigadas pelo governo a mantê-los funcionando mesmo que ninguém utilize para fazer ligações. 

O custo da manutenção dos orelhões que girava em torno de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões

Durante o Painel Telebrasil 2018, realizado em maio, o presidente da Oi, Eurico Teles, contou que a operadora tem 640 mil orelhões e que, no ano passado, o faturamento com o serviço foi de R$ 5,6 milhões, enquanto a despesa com a manutenção foi de R$ 320 milhões. 



3 comentários:

  1. finalmente! pode começar pelo meu município, dona Oi.

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  2. Até que enfim uma ótima decisão! Chega de gastar dinheiro com telefonia pública, dito os orelhões. Vandalizados num país de ignorantes, só sugam recursos importantes que devem ser usados na ampliação da rede de celulares

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  3. Wi-fi no lugar do orelhão tomada para nós carregamos nossos celulares quando nós estiver na rua , invés de cartão telefônico um cartão que dá dinheiro a minutos de wi-fi e carregar o celular

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