ABRINT diz que fim da franquia na internet fixa prejudica usuários

Associação, que não foi ouvida durante as audiências públicas, diz que provedores vão aumentar os preços e reduzir as velocidades.
A ABRINT (Associação Brasileira de Internet e Telecomunicações) afirmou, nesta segunda-feira (26), que o impedimento da venda de planos com franquia de banda larga, apesar de parecer que vai beneficiar os usuários, pode, na verdade, prejudicá-los.

A associação começa a semana se posicionando sobre um assunto que há meses gera polêmicas. Trata-se do projeto de Lei 7182/2017, aprovado na Câmara dos Deputados no dia 13 de junho. Para a ABRINT, a proibição fará com que os provedores de internet aumentem os preços dos planos, além de reduzirem as velocidades aos usuários de internet, caindo ainda mais posições no ranking entre os países.

Por meio da assessoria de imprensa, ainda afirmou que a rede não foi construída para ter o total da capacidade de dados consumido e que, se proibir a franquia, o Congresso Nacional estará dizendo que a rede no Brasil será cara e escassa, uma vez que se dedicaria apenas a uma parcela da população, indo contra a popularização do acesso que vem sendo trabalhada pelo governo e setor privado.


Fora isso, os provedores regionais, que tem mais de 3 milhões de clientes pelo interior, também podem sair lesados, segundo a ABRINT. Isso porque o segmento usa tecnologias wireless com limitações técnicas que geram mais gastos, assim como as empresas que utilizam a rede via satélite.

“Reconhecemos que há boa intenção na proposta, mas ela vai trazer prejuízo ao próprio consumidor que está no interior do país, além de reduzir perigosamente a competitividade do provedor regional”, afirma Basílio Perez, presidente da diretoria executiva da ABRINT, que alegou não ter sido ouvida nem uma vez durante as audiências públicas. Cabe ao Congresso Nacional a decisão final sobre o tema.

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