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Presidente da Anatel diz que operadoras de telefonia móvel ainda não melhoraram serviço

Até aqui foi muito pequena a melhoria na telefonia móvel, bem mais de três meses após a decisão da Anatel de suspender, temporariamente, a venda de chips como forma de pressionar as operadoras. A decisão foi tomada em julho, durou 11 dias e, a partir daí, a agência prometeu relatórios trimestrais de desempenho. O primeiro deles, porém, só foi apresentado ontem, na Câmara dos Deputados. 

“Em três meses não dá para esperar uma mudança radical”, ressaltou o presidente da agência, João Rezende. “Ainda estamos preocupados com os indicadores de desempenho de rede”, emendou, afirmando ainda que “houve uma pequena redução nas reclamações de quedas de chamadas”. 


Para voltar a vender, as empresas tiveram que apresentar novos planos de investimento, não apenas TIM, Oi e Claro, afetadas pela suspensão das vendas, como as demais também. Segundo o sindicato nacional das teles (Sindtelebrasil) o esforço extra resultou em aumento de 14% nos aportes das empresas. 


Segundo Rezende, três pontos críticos merecerão maior cuidado da agência nos próximos três meses: conta e cobrança; informações aos usuários; e acesso a rede de dados. Sendo que este último é apontado pela Anatel como o principal elemento nos problemas de qualidade nos serviços. 


“Ainda estamos com desempenho ruim na questão do acesso a dados”, afirmou João Rezende. Para ele, é a demanda por serviços de dados que causa os maiores estresses nas redes das operadoras e, por tabela, a falta de qualidade nos serviços de voz (como a queda das chamadas) deriva desse uso intenso. 


A Anatel também prometeu que nos próximos 3 meses vai ampliar a fiscalização das redes, inclusive com a elaboração de um “mapa da cobertura” nas 81 cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes. “Também vamos acompanhar o número de clientes por site [estações radiobase]”, disse Rezende.


Nas contas da agência, já houve um aumento sensível na instalação de ERBs. “No ano passado, a média foi de 293 novas ERBs por mês. Em 2012, a média está em 459 por mês”, afirmou o presidente da Anatel. O país contaria, hoje, com cerca de 58 mil ERBs. Segundo o Sinditelebrasil, para atender as demandas da Copa do Mundo, será preciso instalar mais 9,56 mil antenas.

Redação Minha Operadorahttps://plus.google.com/112581444411250449571
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