TIM é acusada de ter dívida de 6,6 bilhões. Tele nega

A TIM negou nesta que tenha uma dívida de R$ 6,6 bilhões e que haja problemas junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre irregularidades no balanço, após um notícia na imprensa mais cedo ter feito as ações da operadora despencarem na Bovespa.

A prestadora é acusada pelo acionista minoritário JVCO Participações, do empresário Nelson Tanure, de irregularidade no balanço devido à quantia, considerada pelo investidor como “irrisória”, que a operadora provisionou para potenciais riscos tributários.

A JVCO, por meio de nota à imprensa, alegou que a TIM possuía “mais de 6,6 bilhões de reais em autuações existentes em 31 de dezembro”, com provisão de 126,5 milhões de reais para este risco.

Para a empresa do grupo Telecom Italia, no entanto, essa dívida não existe, e o montante total refere-se “a contingências cujo o grau de risco… não exige provisionamento segundo as normas contábeis aplicáveis”, inclusive com auditores independentes, de acordo com comunicado.

“Todas as premissas de avaliação de risco adotadas pela companhia, que resultaram nas provisões de contigências reportadas nas suas demonstrações financeiras, inclusive aquelas de ordem tributária, foram feitas em estrito cumprimento com todas as regras contábeis aplicáveis”, relatou a TIM em comunicado ao mercado.

A TIM também disse saber de reclamação da JVCO junto à CVM sobre o tema e que já se manifestou “há tempos”, de maneira minuciosa, e “que continua pronta a demonstrar a correção do procedimento adotado e das demonstrações financeiras publicadas e informadas ao mercado”.

De acordo com resultados de consulta no site da CVM, a JVCO Participações possui dois processos de reclamação em andamento, embora não seja possível, em um primeiro momento, ter acesso aos méritos dos autos.

Um processo foi aberto em junho (processo RJ-2012-7018) e outro em setembro deste ano (processo RJ-2012-10724).

A CVM informou que não comenta casos específicos.

As ações da TIM fecharam com queda de 3,81% nesta terça-feira, a R$ 7,57 por ação, sendo que a mínima cotação do papel durante o pregão foi de R$ 7,13.

Operadores de mercado citaram as notícias na imprensa como motivo para a queda. A informação sobre os processos foi publicada primeiramente mais cedo nesta terça-feira na coluna Radar, da revista Veja, sem citar fontes.

A operadora tem enfrentado uma série de revezes nos últimos meses, como a suspensão de vendas do segmento de telefonia móvel em diversos Estados aplicada pela Anatel.

Soma-se a isso um relatório vazado da autarquia de que a empresa estaria deliberadamente derrubando algumas chamadas de planos ilimitados e a saída inesperada de seu antigo presidente, Luca Luciani.

Em sua nota nesta terça-feira, a JVCO diz que a empresa brasileira perdeu mais de R$ 8,5 bilhões em valor de mercado após a saída de Luciani do cargo, e que, para os minoritários, “depreciação reflete a desconfiança dos investidores sobre a gestão da TIM Brasil”.

A JVCO, parte da Docas Investimentos, de Tanure, era a antiga controladora indireta da Intelig, adquirida pela TIM em 2009.

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