Bandido apresenta documento falso e consegue comprar celular na Claro


A compra de um celular realizada com uma carteira de identidade falsificada no nome do advogado Anderson Ribeiro, de 35 anos, causou dor de cabeça e fez com que ele fosse dar parte na delegacia.

Anderson recebeu um telefonema da Claro no último dia 13 de junho, uma quarta-feira. Do outro lado da linha, uma funcionária solicitou que ele desbloqueasse o chip eletrônico de um aparelho adquirido em uma franquia da operadora no Madureira Shopping 2, na Zona Norte, no dia 7 de fevereiro, quatro meses antes.

Por desconhecer a origem da compra, ele imediatamente ligou para o serviço de atendimento ao cliente da Claro a fim de comunicar a fraude e cancelar a transação. Cliente da empresa há mais de dez anos, Anderson tentou falar por várias horas seguidas com algum representante da companhia, mas o máximo que conseguiu foi “conversar” com uma mensagem eletrônica.

“No dia seguinte, fui até a loja da Claro, na Avenida Presidente Vargas, com os meus dados. Quando cheguei lá, o gerente colocou as minhas informações no sistema e conferiu que havia a identidade de um homem negro com todos os meus dados. Os únicos elementos que não batiam eram o número do registro-geral, a numeração da via e o órgão emissor. Mas o restante, como o nome do meu pai e da minha mãe e até mesmo o livro de nascimento, era igual ao meu documento original”, contou.

Como o estabelecimento não teve o cuidado de comparar a carteira de identidade burlada com a original arquivada no cadastro do cliente, o autor do delito conseguiu se passar por Anderson apresentando um documento com registro-geral frio, ou seja, sem cadastro em nenhum órgão expedidor oficial do governo. A falta de atenção da loja permitiu que o criminoso assinasse, com sucesso, o contrato de compra a prazo de um aparelho LG Optimus Black P 970 no valor de R$ 1.548,00, parcelado em mensalidades de R$ 111,41.

“O pessoal da Claro teria como identificar que o registro apresentado era falso. Quando fui à loja, fiquei sabendo que eles possuem um sistema de comunicação com órgãos do governo que reconhece se o documento é válido ou não. Agora eles têm a cópia da identidade falsa e as imagens do circuito de segurança que podem ajudar no reconhecimento do bandido”, ressaltou a vítima, que ainda não recebeu cobranças da operadora e já cancelou sua linha antiga.

O caso foi registrado na 29ª DP (Madureira). O delegado Rui Barboza de Souza alegou que o dano sofrido pelo advogado não foi dos maiores e alertou que esse tipo de falcatrua vem sendo executado com frequência na região, um dos maiores pontos comerciais do estado, após a inauguração do Parque de Madureira. Segundo ele, não existem meios de se prevenir contra o golpe.

Minutos depois da apuração do caso, a vítima foi chamada para comparecer à delegacia na próxima terça-feira para dar início à identificação do criminoso. Em nota, a Claro informou que “já havia identificado a inconsistência no contrato em nome do consumidor” e que nenhuma cobrança recairá sobre ele. Acrescentou ainda que a linha adquirida já se encontra cancelada no sistema da operadora.

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