Operadoras agregam serviços móveis para elevar ganhos com telefonia fixa


Mesmo com o avanço da telefonia móvel sobre a fixa, esse mercado está longe de ser menosprezado pelas operadoras. As companhias vêm agregando serviços como banda larga, televisão por assinatura e até mesmo telefonia celular nos planos de linha fixa para manter e expandir a base de assinantes.

Essa estratégia pode não trazer ganhos imediatamente, pela necessidade das promoções para reter os clientes, mas agregam num segundo momento, em termos de geração de caixa e receita, segundo especialistas.

A banda larga e a TV por assinatura são alternativas para rentabilizar os serviços na rede fixa. ‘É um novo foco para as operadoras, sobretudo aquelas com rede fixa já implantada dentro de sua área de atuação’, diz o gerente da Huawei do Brasil, Sérgio Battaglia. O executivo da fornecedora de equipamentos para redes de telecomunicações cita que a Oi e a Vivo têm um ‘grande patrimônio’ em rede fixa e ‘necessidade de rentabilizá-lo’. ‘A telefonia fixa não foi esquecida, ao contrário, ela vem sendo incorporada na estratégia de serviços das teles’, avalia.

A Oi, por exemplo, lançou em março um pacote de telefonia fixa com móvel pré-pago ilimitado. ‘O telefone fixo é o ponto de partida para as ofertas integradas’, afirma o diretor de segmentos da operadora, Eduardo Aspesi. A tele vem redesenhando esse serviço como estratégia para o aumento da penetração da banda larga e TV paga. Com 12,8 milhões de linhas fixas, a Oi desacelerou o ritmo de redução no segmento residencial no primeiro trimestre deste ano em 1,6% sobre o quarto trimestre de 2011. Já na comparação com os três primeiros meses do ano passado, a queda de linhas fixas em serviço foi de 7,8%.

A operadora reposicionou os preços da banda larga em relação aos competidores, como estratégia para retenção dos clientes. “A expectativa é estabilizar a perda do fixo com outros serviços no mercado residencial”, ressaltou o presidente da Oi, Francisco Valim, a analistas e investidores. A oferta combinada de fixo e outros serviços reduz custos de venda, instalação e operação dos produtos, elevando o potencial de ganho de margem, explicou o executivo. Mas, inicialmente, os produtos são oferecidos em promoção, como forma de conquistar o cliente.

A Oi lidera o mercado de telefonia fixa no País, com uma fatia de 43,6% no primeiro trimestre deste ano, seguida pela Vivo (25,2%), Embratel (20,3%), GVT (7,3%), CTBC (1,7%) e TIM (1,2%). Entretanto, um ano antes, essa fatia era maior, de 46,9%. Nesse meio tempo, Embratel, GVT e TIM avançaram sobre o mercado da Oi.

A Vivo passou a comercializar os serviços de telefonia fixa e móvel, junto com a TV e banda larga, após a finalização da integração comercial com a Telefônica, em abril.

‘Há um movimento natural do cliente fixo em contar com internet e televisão’, diz o diretor executivo de marketing da Vivo, Daniel Cardoso. ‘É uma proposta de defesa da nossa base instalada’, complementa. Dentro desse pacote, os clientes de telefonia fixa podem ter taxas especiais nas tarifas para até três números móveis da Vivo.

Ao longo de 2012, a Vivo pretende expandir os serviços de telefonia fixa a todos os Estados brasileiros. Até o ano passado, antes da integração, a telefonia fixa do grupo espanhol estava restrita a São Paulo, para o mercado de assinantes pessoa física. A estimativa da operadora é atingir um mercado de 52 milhões de domicílios com as ofertas fixas.

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