Moedas e até cartão de crédito pra ligar no orelhão? É isso que a Anatel quer


Mais de duas décadas depois da estabilização da economia, a Anatel prevê a possibilidade de que os telefones públicos aceitem outros meios de além do cartão que conhecemos como forma de pagamento pelas chamadas.

“Tentamos dar uma visão nova com relação a utilização desse serviço, para que haja uma atratividade para os usuários, já que é mais barato, e para as prestadoras, diante da queda de faturamento, bem como facilitar a recepção de turistas”, justificou a conselheira Emília Ribeiro, relatora da proposta. 

A agência replica os argumentos das concessionárias de que o uso dos orelhões vem caindo, e, consequentemente, a rentabilidade desses equipamentos, e por isso também permitiria que as empresas façam publicidade, tanto na área externa como nas chamadas. 

Nesse caso, seria permitido que os primeiros 20 segundos de uma chamada trouxessem alguma propaganda, que poderia ser interrompida, mas trazendo ganho de créditos na ligação caso concluída, custeados pelo respectivo anunciante. 

Ainda no escopo de promover o uso dos orelhões, que na prática são muito mais vantajosos para os consumidores, a proposta de novo regulamento também prevê a possibilidade de oferta de outros serviços, além de voz, como acesso à Internet. 

Embora tanto teles quanto agência argumentem que os brasileiros preferem cada vez mais usar seus celulares do que os orelhões, os números indicam que os telefones públicos têm uma qualidade imbatível: as chamadas neles originadas são muito mais baratas. 

No caso de ligações feitas de pré-pagos, que são quase 9 de cada 10 celulares do país, as diferenças são gritantes. Um minuto de ligação para celular sai por menos da metade do que quando feita de um pré-pago. Já a chamada para um telefone fixo custa R$ 0,06 por minuto, contra quase R$ 1,50 dos móveis. 

A operadora poderá também transformar o orelhão em um hotspot WiFi. Além de disponibilizar o acesso à Internet aos usuários com devices WiFI, o novo regulamento permite que os TUPs sejam pontos de acesso a informações rápidas como horários dos jogos da Copa do Mundo, informações sobre deslocamento aos estádios, etc. “Tentamos dar uma visão nova para que haja atratividade tanto para os usuários quanto para as operadoras e para recebermos os turistas que virão”, explica a conselheira.

A outra novidade trazida pelo regulamento é a possibilidade de os TUPs aceitarem novos meios de pagamento, além do cartão indutivo. A introdução de novos meios de pagamento não será obrigatória. A concessionária interessada deverá apresentar um plano de substituição do cartão indutivo com projeto piloto, que demonstre as vantagens para os usuários e que não traga desequilíbrio ao contrato de concessão. Esses novos meios de pagamentos poderão ser moedas, cartão de crédito e outros. “Nós somos um país que vai receber uma quantidade grande de turistas. É importante dar mais possibilidade de comunicação”, disse a conselheira.

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