Oi investe R$ 30 milhões em banco de dados virtual

Até o final deste mês, pelo menos 58 empresas brasileiras passarão a armazenar dados em cloud computing (computação em nuvens), ou seja, utilizarão servidores virtuais localizados na rede e acessados remotamente, via internet. A tecnologia, lançada pela operadora Oi, está em fase de testes com grandes companhias, entre elas bancos e varejistas. O sistema promete uma redução de custos com servidores entre 40% e 60%, já que o cliente deverá pagar só pelo espaço utilizado, a exemplo das contas de telefone.

O investimento em estudos e licenças para operar com o Oi smart cloud foi de R$ 30 milhões, feitos desde o ano passado. Entre as grandes empresas que estão testando o sistema, ainda não há nenhuma cearense. As informações foram divulgadas à imprensa em Brasília, durante visita a um dos datacenters da Oi.

Segundo o diretor da unidade de negócios corporativos da Oi, Maurício Vergani, a empresa deverá prospectar futuros clientes no Ceará e em Pernambuco ainda este mês. O mercado de cloud deve atingir R$ 1 bilhão até 2014, com crescimento em torno de 70% ao ano, de acordo com estudo da consultoria IDC.

A expectativa é de que, até janeiro do próximo ano, consumidores finais também possam armazenar dados em nuvens, a exemplo do que acontece com o dropbox, serviço gratuito de compartilhamento baseado no conceito de cloud computing.

Inicialmente, o serviço de cloud computing será desenvolvido por um datacenter (centro de processamento de dados) da empresa em Brasília e em São Paulo. No entanto, até janeiro do próximo ano, todos os oito datacenters da empresa deverão estar inclusos no serviço. A Oi possui dois datacenters em Brasília, um em São Paulo, dois em Belo Horizonte, um em Porto Alegre, um em Curitiba e um na capital cearense Fortaleza.

“O cloud possibilita compartilhar infraestrutura de datacenters entre vários clientes, dando elasticidade na utilização de servidores e flexibilidade para utilizar o que precisa. O cliente paga pelo uso, e não pela ociosidade”, explicou Vergani.

Segundo o executivo, com uma operação simples acessada de um site na própria empresa, é possível configurar o servidor para uma maior utilização de capacidade ou redução dela quando esta não for necessária.

Um dos itens que mais dificultaram as pesquisas de computação nas nuvens, segundo Vergani, foi o temor das empresas de terem seus dados invadidos, já que o servidor é acessado pela internet. A solução para isso, segundo ele, foi investir em firewalls (dispositivos que controlam o tráfego na rede, impedindo invasões). O padrão mundial, de acordo com ele, é reconhecido pela eficácia.


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