Teles voltam a reclamar de metas de cobertura da 4G muito duras no edital da Anatel

A Telefônica não quer devolver banda e a Oi quer faixa de 700 MHz no edital

As críticas das operadoras que atuam no Brasil à proposta do edital de venda das faixas de 450/2,5 GHz da Anatel não se restringem ao fato de elas terem que ficar com a faixa de 450 MHz e com as obrigações de telefonia rural, caso não apareça interessado. As operadoras reclamam também das próprias metas de cobertura proposta para a a LTE.
Para a Telefônica/Vivo, Claro, Embratel e TIM, as metas previstas neste edital são mais agressivas do que aquelas estabelecidas no edital da 3G, que terão que ser atendidas até 2016. As empresas entendem que as obrigações de cobertura com a LTE devem se restringir às cidades onde ocorrerão os jogos da Confederação e da Copa do Mundo e não em todos os municípios brasileiros com até 100 mil habitantes, como propõe a agência.
A Telefônica/Vivo pede ainda para que a área de cobertura do município caia dos 80% sugeridos pela Anatel para apenas 20% pois, segundo a empresa, a banda de 2,5 GHz tem limitações de alcance e propagação e não deve ser vista para “cobrir” grandes áreas.
Já a Oi afirma que, para cumprir as metas propostas, iria gastar bilhões de reais. Conforme a operadora, para atender a primeira meta de cobertura (cidades sedes da Copa do Mundo e capitais com mais de 500 mil habitantes) terá que instalar 6,4 mil torres, das quais 2,4 mil serão novas, ao custo de R$ 2 bilhões. E para atender as demais metas chegando às cidades de até 100 mil habitantes ao longo dos anos, teria que instalar 20 mil torres, das quais 12.500 novas a um custo de R$ 7,2 bilhões, o que representaria outros R$ 5 bilhões a valor presente.
Estima ainda gastar mais R$ 800 milhões para a instalação de cinco mil torres (2.930 novas) para atender a cobertura da área rural, construção de infraestrutura que ficará a cargo das operadoras da 4G. Por tudo isto, a Oi só vê como saída a consignação da faixa de 700 MHz. Mesmo reconhecendo que não há mais tempo para a Anatel destinar esta faixa (hoje ocupada pelas emissoras de TV aberta) para as celulares, a Oi sugere que o edital aponte esta banda para ocupação futura.
O limite de 40 MHz estabelecido no edital para cada grupo econômico também foi duramente criticado pela Telefônica/Vivo, que, com esta restrição, terá que devolver a banda de MMDS que adquiriu ao comprar a TVA. Comenta-se no mercado que a operadora teria pago R$ 1 bilhão por esta faixa. Assim, a Telefônica/vivo, que já manifestou a sua insatisfação até para o Palácio do Planalto, alega que o edital não “pode reorganizar a faixa de frequência como um todo”.


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