Internet grátis para todos em cidade do RS

Até o final de fevereiro, a cidade gaúcha de Dois Irmãos, a 51 quilômetros de Porto Alegre, terá internet gratuita à disposição da população.
Com investimento de R$ 500 mil, a prefeitura contratou a Parks para fazer uma infovia de 15 quilômetros de fibra ótica que, complementada com rádio, deverá iluminar os 65 quilômetros quadrados da cidade, chegando aos 27,5 mil habitantes.
Atualmente, 80% da obra está concluída, faltando apenas levar a rede ao bairro Travessão, que fica ao lado do morro Dois Irmãos, nas proximidades da BR-116.

Nova opção de serviço

“Nossos objetivos são economizar e liberar a população de ser quase um refém de uma única operadora”, explica o secretário da administração municipal, Paulo Brachtvogel.


Hoje, apenas a Oi atende a cidade.
Segundo Brachtvogel, são poucas portas para atender à população, o que resulta, às vezes, em até um ano de espera para entrar na internet.
Conforme a operadora Oi, são 2.059 portas de acesso à internet e 6.722 para telefonia. Cada uma das portas representa um cliente.
Até existem outras empresas com rede passando perto da cidade, mas não com oferta comercial.
“Por isso a prefeitura resolveu agir. Estamos agora elaborando o edital para a contratação da empresa que nos fornecerá o sinal para iluminar nossa operação”, explica o secretário.

Retorno em quatro anos

No quesito economia, os R$ 500 mil serão recuperados em quatro anos, só com a redução no gasto em telefonia, graças à implantação do VoIP em toda a rede de órgãos municipais.



A longo prazo, a ideia é contratar um IP dedicado, que dê mais velocidade à rede pública da cidade.
Por enquanto, o foco é na infraestrutura. Outros R$ 120 mil já foram aprovados no orçamento de 2012 caso sejam necessários novos investimentos para garantir a estabilidade da rede.

Conexão na média

Hoje, a estrutura chega a superar 1 Mbps de velocidade – o mesmo que o oferecido dentro do PNBL, do governo federal, e dentro da média comercial nacional, segundo dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).


“Queríamos que a nossa rede pública não devesse em nada”, completa.
A tecnologia utilizada é a GPON, que permite conexões de até 2,5 gigabytes por segundo.
Para conectar-se, a população terá que ter equipamento de recepção Wi-Fi (serão nove pontos nas proximidades do Centro) ou antena de rádio (28 pontos, em áreas mais distantes).
O kit de conexão será comercializado a cerca de R$ 300, diz o secretário. Ele é composto por uma antena com roteador integrado, cabos de conexão e um POE que é responsável pela conexão com a internet e o cabo de energia.
“Mas depois disso a internet é de graça”, salienta Brachtvogel.

Driblando morros

Passados quase quatro meses da assinatura do contrato, o único bairro que falta conectar é o Travessão.


Inicialmente, a ideia era dar visada a partir de uma antena de 20 metros, que seria instalada na prefeitura. A estrutura seria necessária para fazer o sinal passar pelo morro. A mão de obra, no entanto, não compensava.
Mesmo ofertas comerciais hoje oferecem cláusulas no contrato relativizando a qualidade do sinal aos acidentes geográficos.
“Vimos que era melhor passar a fibra, garantindo a qualidade”, diz o secretário.

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