Virada da TIM

Dando continuidade a série de postagens sobre Trajetórias das Teles vamos falar agora sobre uma operadora que de repente surpreendeu a todos: a TIM.

Quando o italiano Luca Luciani desembarcou no Brasil para comandar a TIM
em janeiro de 2009, prometeu reorganizar a subsidiária para que ela
voltasse a crescer. A empresa havia perdido a vice-liderança do mercado
de telefonia celular no País para a rival Claro e amargava muitas
reclamações dos consumidores. A estratégia do executivo, que vinha da
matriz, foi a renovação dos planos e ofertas diferenciadas que ainda não
existiam. O plano deu certo. A operadora recuperou-se e ganhou posição
de destaque no ranking das 350 Maiores, ficando no terceiro lugar.

“Conseguimos
crescer e consolidar no Brasil a estratégia que desenhamos desde 2009. O
consumidor está devolvendo a confiança que tem em nosso serviço”, diz o
diretor de Marketing da TIM Brasil, Roger Solé. Ele avalia que o
principal responsável pela virada da operadora é o plano Infinity, que
ultrapassou a marca de 50 milhões de assinantes. A oferta pré desse
pacote tem mais de 48 milhões de usuários, o que representa 95% do total
da base de pré-pago da empresa.

“O Infinity ajudou nossa base a
crescer 26% ao ano. É um produto que quebrou paradigmas e a proposta
foi muito bem recebida”, avalia Solé. A TIM também saiu na frente quando
decidiu lançar uma família Infiniy Web pré-paga. A empresa mudou ainda a
forma de envio de SMS. O executivo lembra que à época da mudança, a
tarifa praticada pelo mercado por mensagem era de 35 centavos de reais e
a operadora criou um pacote com a cobrança diária a 50 centavos de
reais, permitindo uso ilimitado do serviço.

Com as mudanças, a
TIM ganhou fôlego e encostou na Claro no segundo trimestre de 2011,
ficando tecnicamente empatada. No terceiro trimestre, a empresa abriu
vantagem e passou a prestadora do grupo mexicano, retomando o posto de
vice do ranking de telefonia móvel no Brasil, em número de usuários.

“Em
um ano, nosso tráfego dobrou e a receita de voz cresceu 20%. Quem
poderia imaginar que isso pudesse acontecer, contra todas as previsões
de queda dos serviços de voz?”, questiona Solé. Já o faturamento de
dados aumentou 50% nos últimos 12 meses.

Para ganhar um braço de
rede fixa, a TIM, que já tinha comprado a Intelig, adquiriu em julho
deste ano, por 1,6 bilhão de reais, a AES Atimus. O negócio vai permitir
que a operadora explore em 2012 o mercado de banda larga fixa
residencial no Rio de Janeiro e em São Paulo. A estratégia é entrar
nesses mercados com conexões de ultravelocidade, com acesso de 30 e 40
mega.

A rede móvel será ampliada para aumento da cobertura 3G.
Em 2011, a operadora aplicou 2,9 bilhões de reais no Brasil em
infraestrutura. Seu plano de investimento para o período entre 2011 e
2013 é desembolsar de 8,5 bilhões de reais para expansão da rede. A
empresa promete uma estratégia bastante agressiva para conectar o
consumidor à internet sem fio em 2012 por qualquer dispositivo, seja em
casa ou onde quer que ele esteja.

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