Elas querem conectar você

Uma conta e quatro serviços: telefonia fixa e móvel, banda larga e tevê por assinatura. É isso que as operadoras de telefonia vão vender para o consumidor em 2012.  E a competição entre elas deve ser intensa. O motivo para esse novo cenário é simples. No ano passado, foi pavimentada a estrada que permite às empresas de telecomunicações oferecer os serviços convergentes, batizados popularmente de combos, com a aprovação da legislação que lhes concedeu o acesso ao mercado de tevê a cabo. Até então, as operadoras só podiam prestar o serviço usando a tecnologia via satélite. “O setor tinha impedimentos regulatórios, não tecnológicos”, afirma Juarez Quadros, ex-ministro das Comunicações e sócio da consultoria Orion, de Brasília.
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O preço médio do minuto de celular teve redução de 41% nos últimos dois anos, segundo a consultoria Teleco.Com serviços integrados, o valor deve ficar ainda mais em conta
A partir de agora, é a hora de colocar o time comercial em ação. Tome-se o exemplo do grupo espanhol Telefônica. Depois de comprar a participação da Portugal Telecom na empresa de telefonia celular Vivo, a companhia trabalhou, ao longo deste ano, no processo de união das empresas. “Não era só mudar a marca: precisamos alterar sistemas, atendimento e operações”, afirma Antonio Carlos Valente, presidente da Telefônica. Oficialmente, essa mudança acontecerá em abril de 2012. Não pensem, no entanto, que a empresa ficou parada. Já neste ano, ela lançou um serviço de telefonia fixo, usando a rede 3G da Vivo, em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória. O plano é estar em todos os Estados brasileiros em 2012. “Há um grande espaço de mercado, pois 50% dos lares ainda não têm um telefone fixo”, diz Paulo César Teixeira, diretor-geral da Telefônica.
 
Apesar desse discurso, o alvo da Telefônica é a rival Oi, que atua em todos os Estados brasileiros, com exceção de São Paulo, na telefonia fixa. A empresa já está preparada para dar uma resposta aos espanhóis. O plano é investir em lojas próprias para vender celulares. Em dezembro, foram inauguradas 61. O objetivo é triplicar esse número até o final de 2012. Em termos de infraestrutura, o alvo será a internet. “Faremos um forte investimento na oferta de banda larga”, diz Luiz Rosa, diretor de avaliação estratégica e de fusão e aquisições da Oi. “Vamos aproveitar a possibilidade de agora vendermos serviços de tevê por assinatura, para acelerarmos a instalação de fibra óptica.” 

A América Móvil, do bilionário mexicano Carlos Slim, também já se planejou para essa batalha. Em outubro deste ano, ela lançou um pacote que reúne serviços de suas três empresas no Brasil: NET, Claro e Embratel. 
 
A previsão é de que ao longo do ano que vem essa parceria comercial seja intensificada. Até mesmo a italiana TIM resolveu se mexer. Com a compra da AES Atimus, em julho, por R$ 1,6 bilhão, a TIM passa a oferecer pacotes de banda larga fixa em altíssimas velocidades. Começará por São Paulo e Rio de Janeiro, mas chegará a 40 cidades. O objetivo é conquistar 20% dos mercados onde estiver presente. Essa competição pode ser considerada uma boa notícia para os consumidores. A tendência, com a oferta de serviços convergentes, é de que os preços baixem. Um exemplo disso pode ser observado na área de telefonia celular, setor que conta com quatro empresas brigando pelo cliente. Nos últimos dois anos, o preço médio do minuto caiu 41%.
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