Oi quer metas de universalização para autorizadas

O presidente da Oi, Francisco Valim, defendeu o fim das assimetrias regulatórias, criadas para promover a competição no mercado brasileiro de telecomunicações. “Apoiamos o ambiente concorrencial e acreditamos que esse é o melhor modelo de mercado, mas a competição já está bem estabelecida, o modelo regulatório levou o Brasil a ser um dos mercados mais competitivos no mundo, e as autorizadas deveriam também ter obrigações de universalização”, afirma. “Em alguns casos, se já pagassem impostos como a gente já seria bom”, ironiza o executivo, em referência à GVT. Segundo ele, as teles têm arcado com o ônus da concessão, com obrigações de universalização, sem nunca terem utilizado o bônus do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos, ainda que nunca o tenham solicitado.
Investimentos em TV.

A Oi deve concentrar esforços agora na construção de sua estratégia de televisão. “Vamos ter de começar nesse mercado em um estágio muito baixo porque apenas agora o projeto que nos permite oferecer TV foi aprovado e ainda temos muitos degraus a galgar”, admite Valim. A Oi tem hoje uma operação de TV a cabo em quatro cidades de Minas Gerais e atua com DTH em todo o Brasil, exceto no Estado de São Paulo e, segundo o presidente da tele, dos R$ 5 bilhões que a operadora investirá em 2011, pelo menos R$ 1 bilhão será destinado à TV por assinatura. “Já operamos DTH e devemos ter FTTx, com fibra chegando até perto da casa do usuário, num modelo evolutivo do nosso negócio”, revela Valim. Segundo ele, testes estão em andamento e a ideia é ter um negócio massivo de fibra óptica. “A Telefônica está há seis anos colocando fibra na casa do cliente e só tem 30 mil clientes. Investir em fibra só faz sentido se pudermos oferecer vídeo e esse não pode ser um negócio de poucos milhares apenas”, diz. Na área de programação, Valim afirma que as negociações com a Globosat estão “muito avançadas” e que “em breve” os canais deverão ser lançados, mas sem detalhar se isso acontecerá ainda em 2011. “Queremos ter uma condição melhor de mercado para anunciar esse lançamento e causar um impacto maior”, ponderou.

Smartphones e tablets

Entre os demais investimentos da Oi para 2011 está a possibilidade de voltar a subsidiar aparelhos para angariar maior participação no mercado pós-pago de smartphones e tablets. “É parte da nossa decisão de ganhar participação nesse mercado que será o relevante no futuro próximo e, se as condições de mercado permanecerem, há grande chance de haver subsídios”, admite Valim. A ampliação da cobertura 3G também estão nos planos da operadora para este ano, não apenas em número de cidades, mas também na expansão da cobertura nas cidades já atendidas. O executivo participou nesta segunda, 12, da Futurecom 2011.

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