quinta-feira, 23 de março de 2017

Dívida da Oi diminui em 2016, para R$ 48 bilhões

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O Grupo Oi divulgou na noite desta quarta-feira (22), após o fechamento do mercado, seu relatório financeiro e operacional referente a 2016 e quarto trimestre do ano.

A dívida bruta da Oi fechou dezembro de 2016 em R$ 48,1 bilhões, queda de 12,3% em relação ao ano de 2015, quando a operadora devia R$ 54,9 bilhões. Do total de dívidas atuais, R$ 34,6 bilhões são em moeda estrangeira e R$ 13,4 bilhões em moeda nacional.

De acordo com a Oi, a redução do valor da dívida é explicada principalmente pela valorização do real frente ao euro e dólar. Quanto menos as moedas estrangeiras valem, menor é a cifra que a Oi deve pagar quando se faz a conversão do valor.

A dívida líquida da empresa, no entanto, subiu 5,7% de um ano para o outro. No 4T16 foram R$ 40,3 bilhões, enquanto no 4T15 eram computados R$ 38,1 bilhões. A operadora explica que esse crescimento aconteceu no 1T16, antes do plano de recuperação judicial ser anunciado e o rombo estagnar.

O prejuízo líquido da Oi subiu 27,6% em 2016 (R$ 7,1 bilhões) se comparado com o ano de 2015 (R$ 5,5 bilhões). Esse prejuízo apresenta crescimento de 180,5% na comparação entre o 4T16 (R$ 3,3 bilhões) e o 3T16 (R$ 1,17 bilhão).

A receita líquida do segmento residencial da Oi foi de R$ 2,31 bilhões (-0,9% ano). As linhas fixas em serviço eram 9,94 milhões (-5,4% ano); os terminais de banda larga eram 5,18 milhões (+1,5% ano) e os pontos de TV por assinatura eram 1,29 milhões (+11,6%). No relatório, a operadora de telecomunicações destaca que a Oi TV apresentou o maior crescimento de market share do mercado brasileiro do ano.

Os clientes de serviços residenciais estão dando mais lucro para a empresa. A receita média por usuário (ARPU) no 4T16 era de R$ 77,2 (no mesmo período de 2015 cada cliente gerava R$ 73,5 para a Oi).

No móvel, o ARPU fechou o 4T16 em R$ 15,5, valor positivo de 3% em comparação o 4T15 (R$ 15).

Foram identificadas 39,8 milhões de linhas móveis em 2016 (-13,1% ano). Dessas, 32,9 milhões eram pré-pagas (-15,5% ano) e 6,8 milhões eram pós-pagas (+1,2% ano).

A receita líquida do segmento de mobilidade pessoal da Oi fechou em R$ 1,94 bilhão no 4T16, queda de 6,9%.

Os gastos da Oi somaram R$ 19,3 bilhões em 2016 (-2% ano). Eles foram distribuídos assim:

  • Funcionários - R$ 2,7 bilhões (+5% ano)
  • Interconexão - R$ 1,1 bilhão (-35% ano)
  • Terceirização - R$ 6,2 bilhões (+1,4% ano)
  • Manutenção da rede - R$ 1,5 bilhão (-19,3%)
  • Custos de aparelhos - R$ 252 milhões (+11,2%)
  • Aluguéis e seguros - R$ 4,2 bilhões (+20,6%)
  • Provisões para contingências - R$ 860 milhões (+0%)
  • Provisões para devedores duvidosos - R$ 623 milhões (-10,2%)
  • Impostos e outras despesas - R$ 739 milhões (-33,2%)

Às 10h (Brasília) desta quinta-feira (23), o Diretor de Finanças e de Relações com Investidores da Oi, Ricardo Malavazi Martins, se colocará a disposição de acionistas e de jornalistas para comentar os resultados divulgados hoje.

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Um comentário:

  1. A Oi foi uma das maiores afetadas pela crise que o Brasil enfrenta.

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