quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Oi cobra quase R$ 200 mil por ligações feitas para nação extinta

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Há três meses, o empresário curitibano Newton Petterle tenta solucionar um problema com as linhas telefônicas da empresa dele, que estão cortadas. O motivo é a falta de pagamento de uma fatura de R$ 180 mil que a operadora Oi cobrou pelas cinco linhas que o empresário possui, mas que, segundo Petterle, contém ligações que não foram feitas por ele. Entre elas, estão ligações para a Iugoslávia, nação extinta em 1992.

A conta chegou no fim do mês de maio, com 36 páginas e o valor de R$ 180.391,08. Após duas das linhas ficarem mudas e o problema não ser resolvido, o empresário pediu uma segunda via da fatura por email, já que a original não havia sido entregue, e constatou o valor bem acima da média que ele estava acostumado a pagar, de R$ 197.

Além da Iugoslávia, a lista contempla ligações feitas do Uruguai para países como Estônia, Letônia e Mauritânia. Duas das ligações, por exemplo, foram feitas no mesmo dia e hora, com 14 minutos cada uma. O empresário garante que nunca esteve no Uruguai, e que manteve os chips com ele o tempo todo.

Quando reclamou para a operadora, Petterle teve outro problema. Ele gravou a informação prestada por um funcionário da Oi, de que apesar de o problema não ter sido resolvido, ele já havia esgotado as chances de reclamação. “Como já foram feitas duas análises da contestação, a regra mesmo é somente duas. A terceira, até se o senhor tentar abrir outra aqui, o setor não vai analisar. São somente duas contestações que são permitidas”, disse o funcionário.

A situação levou o empresário a recorrer para a Anatel, que, por email e telefone, garantiu que o erro seria reparado. “A Anatel me procurou dizendo que a operadora Oi tinha reconhecido o erro, que ia me dar um desconto de R$ 180 mil, e que ia me apresentar a conta correta no valor de R$ 280 aproximadamente. Então eu fiquei tranquilo”, lembra Petterle.

Apesar das garantias, as linhas seguem bloqueadas e o empresário tem recebido avisos insistentes de escritórios de cobranças. Diante do cenário, Petterle optou por recorrer ao Procon. Lá, foi informado de que a Oi é uma das recordistas de reclamações, que vão desde cobranças indevidas e abusivas até serviços não fornecidos, foram 3.517 registros apenas em 2013. “A Oi é uma das empresas que tem o maior índice de resolutividade, mas o problema dela está na outra ponta, que é a criação de problemas. Então é algo que a empresa tem que verificar, averiguar”, afirmou a diretora do órgão, Claudia Silvano.

A Oi informou que está investigando se houve alguma fraude no caso do empresário.

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