O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (19), por meio do seu Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), que todos os órgãos federais de Tecnologia da Informação (TI) civis estão proibidos de utilizar a inteligência artificial DeepSeek, desenvolvida na China.
Além do uso direto, as agências afetadas também estão proibidas de utilizar quaisquer produtos e/ou serviços desenvolvidos na plataforma.
O anúncio foi feito pouco tempo depois de a DeepSeek ser atualizada para um modelo capaz de responder mais rápido e com maior precisão.
EUA vs DeepSeek
Em sua justificativa sobre esse banimento da DeepSeek, o DHS afirma que a IA chinesa pode representar riscos à segurança interna dos EUA.
É mencionado, por exemplo, que informações sensíveis que circulam nos servidores do governo norte-americano podem ir parar nas mãos do governo da China.
Conforme já mencionamos, o anúncio veio depois da atualização da DeepSeek para a versão V4.1-Flash-1017, que promete melhorar o desempenho do chatbot com respostas menores e mais rápidas.
A DeepSeek ainda não se manifestou sobre a decisão do governo de Donald Trump.
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O “ChatGPT chinês”
Criada em 2023 na China, a DeepSeek só chegou ao Ocidente quase dois anos depois, em janeiro de 2025, com o lançamento do seu chatbot em aplicativo e site.
Na época, analistas do novíssimo mercado de IA generativa já falavam em um tal “ChatGPT chinês” e um “concorrente de peso” para as IAs já estabelecidas. O argumento principal era o de que os preços da versão premium seriam menores em comparação com as concorrentes.
Contudo, a inteligência artificial chinesa não ganhou tanta proeminência por aqui, pelo menos não mais do as tecnologias do Google, da OpenAI e da Anthropic.
Sobre desempenho, os usuários se dividem entre a preferência pelo DeepSeek e outros concorrentes. De qualquer forma, a IA da China é bem menos popular aqui no Brasil e está longe de ser páreo, pelo menos em termo de número de usuários, para o ChatGPT.












