De acordo com informações repassadas à mídia ocidental por fontes na Ucrânia, o governo russo está desenvolvendo uma “Starlink própria”.
Até agora mantido em sigilo, o projeto, chamado Rassvet, já teria 16 satélites em órbita, mas os planos apurados até agora indicam interesse de colocar 292 transmissores em órbita até o fim do ano que vem.
Também está sendo dito que o projeto tem interesses puramente militares, pelo menos no início, e seria uma forma de equiparar o país a contrapartes ocidentais na cobertura de internet via satélite.
Tudo o que se sabe até agora sobre a “Starlink russa”
Em linhas gerais, os equipamentos estão sendo fabricados pela empresa Bureau 1440. Os primeiros envios ao espaço aconteceram no fim de março deste ano, operando em uma altitude ligeiramente maior que a dos satélites convencionais.
A distribuição do sistema ocorre em ritmo acelerado. A meta é, como já citamos antes, ter 292 transmissores em órbita até 2027, atingindo a fase “totalmente operacional”, com previsão de expansão para 924 unidades até 2035.
A criação do projeto acelerou após o bloqueio das antenas da Starlink. Tropas russas vinham utilizando o serviço via equipamentos contrabandeados, mas o acesso foi identificado e cortado pela SpaceX.
Sem o sinal de Elon Musk, a solução foi construir uma rede própria. Por ora, cobertura da Rassvet é limitada e só funciona quando um dos 16 satélites ativos cruza a região.
Quando a constelação estiver completa, a promessa é de sinal contínuo para tropas, comunicações sigilosas e controle de drones.
Até o momento, o governo da Rússia não comentou oficialmente sobre o assunto.
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Essa tecnologia pode ajudar a escalar a guerra?
No contexto atual, onde as tensões entre Rússia e Ucrânia ora se estabilizam, ora se intensificam, é correto afirmar que uma internet via satélite própria tende a turbinar os conflitos, pelo menos do lado russo.
A depender da forma como for usada, uma tecnologia assim oferece grandes vantagens competitivas a quem a usá-la. Mas vale mencionar que a Ucrânia poderá fazer uso da Starlink, equiparando o embate nesse sentido.
De qualquer forma, vale a menção de que a internet via satélite pode – e deve – ser utilizada para fins melhores do que estratégias de guerra que, em linhas gerais, deveriam conduzir a um único objetivo: o fim dos conflitos.












