Imagem: Shutterstock/Reprodução

Como vai funcionar essa tal ‘Starlink da Rússia’?

Segundo agência de notícias ucraniana, o sistema terá quase 300 satélites e se chamará Rassvet.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

De acordo com informações repassadas à mídia ocidental por fontes na Ucrânia, o governo russo está desenvolvendo uma “Starlink própria”.

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Até agora mantido em sigilo, o projeto, chamado Rassvet, já teria 16 satélites em órbita, mas os planos apurados até agora indicam interesse de colocar 292 transmissores em órbita até o fim do ano que vem.

Também está sendo dito que o projeto tem interesses puramente militares, pelo menos no início, e seria uma forma de equiparar o país a contrapartes ocidentais na cobertura de internet via satélite.

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Em linhas gerais, os equipamentos estão sendo fabricados pela empresa Bureau 1440. Os primeiros envios ao espaço aconteceram no fim de março deste ano, operando em uma altitude ligeiramente maior que a dos satélites convencionais.

A distribuição do sistema ocorre em ritmo acelerado. A meta é, como já citamos antes, ter 292 transmissores em órbita até 2027, atingindo a fase “totalmente operacional”, com previsão de expansão para 924 unidades até 2035.

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A criação do projeto acelerou após o bloqueio das antenas da Starlink. Tropas russas vinham utilizando o serviço via equipamentos contrabandeados, mas o acesso foi identificado e cortado pela SpaceX.

Sem o sinal de Elon Musk, a solução foi construir uma rede própria. Por ora, cobertura da Rassvet é limitada e só funciona quando um dos 16 satélites ativos cruza a região.

Quando a constelação estiver completa, a promessa é de sinal contínuo para tropas, comunicações sigilosas e controle de drones.

Até o momento, o governo da Rússia não comentou oficialmente sobre o assunto.

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Essa tecnologia pode ajudar a escalar a guerra?

No contexto atual, onde as tensões entre Rússia e Ucrânia ora se estabilizam, ora se intensificam, é correto afirmar que uma internet via satélite própria tende a turbinar os conflitos, pelo menos do lado russo.

A depender da forma como for usada, uma tecnologia assim oferece grandes vantagens competitivas a quem a usá-la. Mas vale mencionar que a Ucrânia poderá fazer uso da Starlink, equiparando o embate nesse sentido.

De qualquer forma, vale a menção de que a internet via satélite pode – e deve – ser utilizada para fins melhores do que estratégias de guerra que, em linhas gerais, deveriam conduzir a um único objetivo: o fim dos conflitos.

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