Paz: Oi fecha acordo com a Pharol e processo é encerrado

Oi concorda em pagar 25 milhões de euros para a Pharol.

A briga Oi x Pharol chegou a um desfecho tranquilo, após meses de animosidades. A operadora brasileira confirmou hoje (09) que assinou um acordo com a portuguesa Pharol (antiga Portugal Telecom) que encerra de uma vez os processos judiciais abertos em algumas regiões.

A Oi concordou em pagar 25 milhões de euros à Pharol e entregar 33,8 milhões de ações que estão em tesouraria. O acordo também prevê que a Oi terá um membro no conselho da Pharol.



O dinheiro pago pela Oi deve ser utilizado pela Pharol para a compra de mais ações da Oi, aumentando seu capital. A movimentação pode fazer com que a Pharol retorne ao posto de maior acionista da Oi. Atualmente ela ocupa a terceira posição (7,85%), atrás da Solus, principal acionista (9,52%) e GoldenTree (8,55%).  
“O management da Oi e Pharol estão alinhados, de boa-fé, aos melhores interesses da Oi para que a Companhia tenha foco absoluto no turnaround operacional e elimine dispersão e custos relacionados a litígios”, afirmam, em nota.
Relembre o entrave entre Oi e Pharol
A portuguesa Pharol moveu uma ação em junho de 2018 no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa exigindo uma indenização de 2,01 bilhões de euros está baseada em “argumentos sem qualquer substância legal”.

A ação foi movida porque a Oi não teria prestado as devidas informações em assembleias de acionistas realizadas em 2014 e 2015. Nestas reuniões, foi decidida a venda dos ativos da Portugal Telecom para a Altice.
Rolaram diversas trocas de acusações na imprensa. A companhia portuguesa declarou que a Oi deu início a sua recuperação judicial  somente depois de receber um alto valor pela venda da PT Portugal à Altice. “A Pharol considera que os seus acionistas só aprovaram esta operação porque as informações preparatórias e prestadas na assembleia-geral pela Oi eram falsas, incompletas e obscuras”.

VIU ISSO?


A Oi contra-atacou, alegando que a Pharol omitiu e distorceu fatos para tentar, por via transversa, burlar a execução do plano de recuperação judicial aprovado pela quase unanimidade dos 55 mil credores da Oi”, informou à agência Lusa. 


“A Oi esclarece que a suposta ação proposta pela Pharol cobrando uma indevida indenização, conforme veiculado pela imprensa portuguesa, faz parte de uma estratégia hostil deste acionista, sob a liderança do empresário brasileiro Nelson Tanure, hoje administrador da Pharol”.

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