sexta-feira, 16 de novembro de 2018

eSIM: tudo sobre o sucessor do chip tradicional de celular

O que você achou? 
Com o eSIM contratar um plano ou mudar de operadora é bem mais fácil. Conheça mais sobre essa tecnologia que tomará o lugar do SIM tradicional. 


Embora esteja no mercado desde 2016, com o lançamento do smartwatch Samsung Gear S2 3G, o eSIM, ou SIM virtual, ainda é uma tecnologia que muitos desconhecem, já que o seu processo de adoção ainda está devagar, sendo encontrado por enquanto em poucos smartphones, wearables e ultrabooks.

eSIM: novos tempos, novos conceitos.



O SIM convencional está no mercado desde 1991 graças uma operação que envolveu a companhia alemã Giesecke & Devrient GmbH e a operadora finlandesa Radiolinja.




25 anos após o SIM, que impulsionou o mercado móvel, a GSM anunciara na edição 2016 da MWC o eSIM ou SIM virtual. 

A funcionalidade de um SIM tradicional e um eSIM é exatamente a mesma, porém ao invés de um chip destacável, que demanda uma bandeja acessada pelo próprio usuário, o eSIM é uma solução embarcada, um chip implementado diretamente no dispositivo, que pode ser tanto um vestível, como smartwatches, quanto smartphones ou até outros gadgets do grande ecossistema de IoT.

A Gemalto, maior fabricante de SIM Cards do mercado explica que a arquitetura do eSIM é a seguinte:
  • eUICC - parte do hardware que armazena o perfil do eSIM
  • Perfil eSIM - perfil virtual que armazena configurações de assinatura, a rede do usuário e permite a conexão com a rede móvel da operadora contratada
  • SM-DP+ - esse serviço tem como objetivo o download seguro do perfil eSIM que é armazenado no eUICC. "Depois que o BSS da operadora cria a assinatura, ele informa o SM-DP+ sobre a disponibilidade dessa assinatura e exige a criação de um perfil eSIM", explica a Gemalto.

Essa necessidade de implementar uma solução embarcada, ao invés de todo o mecanismo já tradicional de um SIM físico inserido pelo próprio usuário em uma bandeja de smarthphone, por exemplo, tem haver com a vontade de mercado em oferecer conexão para cada vez mais gadgets, a mentalidade IoT, a tal “internet das coisas”

O eSIM foi projetado com um perfil menos descartável, não é preciso remove-lo do aparelho, mesmo em casos de troca de operadora. A expectativa das teles é que o eSIM substitua completamente os SIMs tradicionais em até 10 anos.


Por enquanto a tecnologia coexistirá com o SIM tradicional. Vide o caso dos novos iPhones, o iPhone XR, XS e XS Max. Eles possuem compatibilidade com o eSIM mas a bandeja do SIM continua, até porque o uso do eSIM também passa pelo suporte da operadora. Vale destacar que o iPhone não é o primeiro smartphone com suporte ao eSIM, esse posto pertence ao Pixel 2, do Google.

VIU ISSO?


No momento Claro e Vivo são as únicas no Brasil que oferecem o eSIM. Porém essa primeira investida de ambas está reservada aos relógios inteligentes. Em junho a Claro anunciou um plano especial do Apple Watch Series 3 com  serviço eSIM ativo, enquanto a Vivo anunciou ontem (16) a chegada do Galaxy Watch, da Samsung, com 4G, via eSIM. O serviço é exclusivo para clientes pós-pagos com o plano Vivo Sync.

De acordo com uma pesquisa da ABI Research a decisão da Apple em adotar o eSIM em sua geração atual de iPhones impulsionará a adoção por outros fabricantes. A Ericsson diz que até 2025, ano em que o 5G e a internet das coisas estarão bem estabelecidos, haverá cerca de 3,5 bilhões de dispositivos com eSIM!


Conforme já alertamos aqui o eSIM garante ainda mais liberdade ao consumidor, o que exigirá das operadoras novas estratégias de venda. O serviço pode ser ativado remotamente e permite que os consumidores troquem de operadora quantas vezes quiserem, sem a necessidade de abrir o aparelho e trocar de chip. 

Essa configuração para a ativação do eSIM pode ser feita diretamente no aparelho compatível, inserindo os dados da operadora para o serviço (SM-DP+), ou através do modelo que a indústria usará como padrão, já que é bem mais simples, a ativação por QR Code. Confira abaixo um gif da Gemalto que mostra esse processo.




A empresa de segurança Kasperksy ressalta que o eSIM também é mais seguro, já que um SIM convencional pode ser facilmente descartado quando o aparelho celular, por exemplo, é roubado, podendo em muitos casos operar facilmente o aparelho com um novo chip. 

Com o eSIM a situação é diferente já que quem cometeu o roubo não conseguirá baixar o novo perfil sem a senha do dono. Portanto, em cada reinicialização, o celular baixará o perfil anterior, possibilitando localizar o celular extraviado.


Um comentário:

Ao deixar a sua opinião no Minha Operadora você concorda em respeitar o nosso Código de Conduta.