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Lucro da Vivo mais que dobra no segundo trimestre do ano

Operadora do Grupo Telefônica apresentou lucro de quase dois bilhões de reais e resultado surpreendeu analistas.
Imagem: Reprodução/Telefônica Vivo

A Telefônica/Vivo registrou lucro líquido de R$ 1,99 bilhão no segundo trimestre de 2014, com aumento de 118% sobre o apurado em igual período de 2013. O forte crescimento decorre da revisão das bases fiscais de ativos intangíveis decorrentes de combinações de negócios, que teve efeito positivo de R$ 1,2 bilhão no resultado.

A receita líquida avançou 1,5% nos três meses até junho, somando R$ 8,62 bilhões. O faturamento subiu 6% em linhas móveis, para R$ 5,53 bilhões, mas recuou 5,4% em linhas fixas, para R$ 2,79 bilhões.

EBITDA

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) caiu 1,2% no trimestre, sobre um ano antes, ficando em R$ 2,54 bilhões. Segundo a empresa, houve melhora nos esforços de maior eficiência, principalmente em custos, além do aumento da base de acessos móvel e melhoria no desempenho do negócio fixo.

O Ebitda apresentado pela Telefônica ficou próximo do esperado pelo mercado, que apontava para R$ 2,528 bilhões. O mesmo aconteceu com a receita líquida de R$ 8,616 bilhões, similar à projeção de R$ 8,544 bilhões. O Broadcast (da Agência Estado) considera os resultados em linha quando sua variação é de até 5% para baixo ou para cima.

ARPU

A Telefónica/Vivo verificou ainda um avanço de 2,3% na receita média por usuário (Arpu) móvel durante o segundo trimestre, perante um ano antes. O segmento de dados ofuscou a queda da taxa de interconexão da rede móvel. O Arpu de acessos por voz caiu 3,9%, enquanto no segmento de dados houve avanço de 15,4%. 

Market Share

O total de acessos atingiu 94,9 milhões no trimestre, com aumento de 4,1% sobre um ano antes. Segundo a empresa, 79,4 milhões foram registrados no negócio móvel e 15,5 milhões no fixo.

Móvel

A base de acessos móveis pós-pagos da Vivo aumentou 26,5% no ano e fechou junho com 26,169 milhões de acessos. Por outro lado, a base de pré-pago, apesar de ainda ser maioria, mostrou queda de 4,2% no período, totalizando 53,188 milhões. De acordo com a operadora, a política de desconexão mais agressiva de pré-pagos está aliada ao ritmo de migração de planos. A estratégia é a de levar o usuário a trocar o plano, especialmente conduzido pelos pacotes de dados.

“Estamos levando pessoas do pré-pago para o pós-pago, migrando 400 mil acessos por mês […] Convidamos o assinante a ir para o pós“, afirmou o CEO da companhia, Paulo César Teixeira.


A Vivo alega ter havido 1,257 milhão de adições líquidas em pós-pago no segundo trimestre e 2,476 milhões no semestre. Para efeito de comparação, no mesmo período de 2013 a operadora adicionou apenas 62 mil novas conexões do tipo. A Vivo conta com um market share de 41,3% no pós-pago, crescimento de 0,7 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre.

Teixeira destaca ainda que, apesar do maior foco em dados, o crescimento nos minutos falados (MOU) continua existindo: 10,6% no ano, fechando junho com média de 128,7.

“Estamos crescendo em voz, mas o negócio é que o pós e o pré-pago tem o bundle, temos dados, SMS e voz. Nosso foco é nos dados, e por isso estamos crescendo tão rápido, mas se comparar o MOU está aumentando… pouco, mas está”, afirma.

No negócio móvel, o faturamento foi impulsionado pela receita de dados e serviços de valor agregado (SVA). Essa área gerou R$ 2,013 bilhões em receita, o equivalente a uma alta de 19,5%.

Isso se deve principalmente ao crescimento das vendas de placas e pacotes de dados, além da maior penetração de smartphones entre a base de clientes, com explica a companhia em relatório de resultados.

Dados Móveis

Os smartphones e webphones (ou seja, celulares comuns com acesso à internet) respondem atualmente por 81% da base pós-paga da Telefônica/Vivo. A tele afirma que houve um aumento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a penetração desses aparelhos em planos pré-pagos foi de 56% no trimestre, um aumento de 18% em relação a 2013. Considerando a base total, a penetração fica em 58%, avanço de 17%.

A presença de pacote de dados também aumentou entre clientes da operadora. Em planos pré-pagos, a penetração cresceu 21% e agora é de 34%, melhora atribuída ao foco comercial – a contratação desses pacotes cresceu em geral 15% no ano.

“O pré está puxando muito em dados e vamos manter isso”, afirmou Teixeira. Segundo ele, a estratégia é manter a base “limpa” mesmo com clientes com menor retorno (ARPU) do que o pós-pago. “O Vivo Tudo é um plano centrado e dados e recentemente dois de nossos competidores nos copiaram e ofereceram o mesmo plano”, acusa.

Com o aumento da penetração de smartphones e de pacotes de dados, houve um crescimento de 86% no tráfego móvel no período de 12 meses, quando a operadora também registrou aumento de 55% no acesso de dados por meio de modems, pacotes de dados e comunicação máquina-a-máquina (M2M).

Além disso, a Vivo pretende induzir a um consumo de dados maior entre os consumidores. “Nas nossas lojas só vendemos smartphones”, revela Paulo César Teixeira. “Acho que nesse grupo de clientes (com pacote de dados), vamos crescer muito, e nossa visão de saturação é ter 100% da base com esses pacotes”, conclui.

Fixo

Os acessos de voz fixa subiram 3,4% nos três meses até junho, para 10,9 milhões. “Os acessos corporativos mantêm bom desempenho e apresentam crescimento de 2,6% no comparativo anual”, diz a companhia. Analistas temiam que os inúmeros feriados e a Copa do Mundo tivessem trazido piora nos negócios da operadora com empresas.

A receita líquida do negócio fixo apresentou redução de 5,4%, devido ao corte da tarifa de interconexão realizada em fevereiro e à redução da assinatura básica provisionada de acordo com o ato da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com vigência a partir de junho.

Excluídos tais efeitos, a receita líquida de serviços fixos reduziria 2,4% no período, também justificado pelo menor número de dias úteis durante a Copa do Mundo, afetando principalmente o uso do segmento corporativo.

Dentro do segmento fixo, os acessos de voz atingiram 10,926 milhões, alta de 3,4%. Os acessos a banda larga fixa totalizaram 3,930 milhões, alta de 2,4%. Os acessos de TV por assinatura cresceram 30,4% na comparação anual, chegando a 688 mil assinantes.

Receitas

A receita líquida com aparelhos caiu 8,5% no trimestre, somando R$ 293,9 milhões. A empresa alega que o recuo é decorrente da política de subsídios, que agora se aplica apenas à venda de aparelhos para planos de dados 4G.

A alta penetração aliada ao crescimento da venda de modems e pacotes de dados fizeram com que a receita por uso de dados e serviços de valor adicionado (SVAs) crescesse 19,5% no trimestre, em comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando R$ 2,012 bilhões. Dentro desse segmento, houve aumento de 28,7% nas receitas com serviço de Internet (R$ 1,177 bilhão no trimestre).

Em SVA o aumento foi ainda maior: 42,2% (R$ 400,4 milhões) entre abril e junho. Por outro lado, a receita de SMS caiu 10,9% no trimestre e ficou em R$ 435 milhões.

Com informações de Valor Econômico, Revista Época e Teletime.

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