Qual será o crescimento do celular no Brasil em 2013?

O Brasil terminou 2012 com 261,8 milhões de celulares e uma densidade de 132,7 cel/100 hab. O crescimento de 8,1% foi o menor desde a implantação do celular no Brasil.

A tendência de baixo crescimento continuou nos dois primeiros meses de 2013. Segundo dados preliminares da Anatel para Fev/13, o celular cresceu 6,2% nos últimos 12 meses.

No ano de 2012, a queda nas adições líquidas ocorreu a partir de maio e se estendeu por 2013.
As adições líquidas de 482 mil celulares em Jan/13 e de 750 mil em Fev/13 (dados preliminares) foram bem inferiores às apresentadas em Jan/12 e Fev/12, mas próximas às de Out/12 (445 mil) e Nov/12 (738 mil).

A mudança do critério de desligamento de pré-pago introduzida pela Vivo, reduzindo este prazo para 60 dias, contribuiu para uma redução nas adições líquidas no 4T12 e nos dois primeiros meses de 2013, mas não é o fator principal para esta redução na taxa de crescimento.

É estimado em 1,4 milhões de celulares o incremento nos cancelamentos da Vivo no 4T12 com a aplicação deste critério. Ou seja, sem a mudança de critério por parte da Vivo, as adições líquidas de celulares no Brasil em 2012 poderiam ter sido de 20,9 milhões de celulares e não de 19,5 milhões como ocorreu.
A principal razão para a queda na taxa de crescimento parece ser o fato de que as vendas (adições brutas) pararam de crescer em 2012, enquanto os cancelamentos continuaram crescendo. Note-se que o mesmo ocorreu em 2006 e 2009, anos que apresentaram quedas no valor das adições líquidas anuais quando comparado com o valor do ano anterior.
De um lado, a alta densidade de celulares pode ter diminuído o espaço para o crescimento das adições brutas e do outro, os cancelamentos continuam crescendo, impulsionados por limpezas na base de pré-pago promovidas pelas operadoras, a exemplo da Vivo.
O celular no Brasil vive um momento de transição iniciado em 2012 e que deve continuar em 2013, a exemplo do que já ocorreu em outros países que atingiram densidades de celular semelhantes à densidade atual do Brasil como Rússia, Itália, Argentina e Alemanha.
Este cenário torna mais difícil projetar o crescimento do celular em 2013.
O impacto é menor no crescimento do pós-pago. É bem provável que as adições líquidas neste segmento fiquem em 2013 entre os 8,2 milhões de 2011 e os 6,9 milhões de 2012.
Já no pré-pago a situação é distinta. As adições líquidas no 2º semestre de 2012 foram de apenas 1,6 milhões de pré-pagos.
Mantidas as tendências atuais, as adições líquidas de pré-pago em 2013 devem ser inferiores aos 8,4 milhões dos últimos 12 meses.

Neste cenário o celular cresceria 5,7% em 2013 com adições líquidas de cerca de 15 milhões de celulares.
A tendência de baixo crescimento do pré-pago deve ser revertida no médio prazo após um processo de ajuste/limpeza de base por parte das operadoras. Isto pode ocorrer ainda em 2013, o que implicaria em um crescimento maior que o projetado a partir das tendências atuais.

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