Telefónica congela planos de IPO da operação na América Latina

A espanhola Telefónica (controladora da Vivo no Brasil) decidiu congelar seu plano de cisão da unidade de negócios na América Latina (que exclui o Brasil) com abertura de capital, uma vez que a melhora no sentimento dos investidores em relação a Espanha criou algum espaço de manobra para a companhia que luta contra o alto nível de endividamento. O alívio temporário veio pela venda de uma parcela de seu negócio na Alemanha e da venda de títulos da dívida (bonds). 

Segundo agências internacionais, a Telefónica não contratou bancos para o IPO da operação latino-americana e só avançará neste sentido se houver grande apetite dos investidores ou grande pressão das agências de avaliação de risco.

Analistas avaliaram o negócio da Telefónica na América Latina (excluindo Brasil) em 40 bilhões de euros. Assim, segundo com estimativas do CFO da Telefónica|Vivo no Brasil, a venda de 10% a 15% das ações da operação poderia arrecadar algo em torno de 6 bilhões de euros e 8 bilhões de euros. O objetivo da abertura de capital seria também mostrar ao mercado que o valor de mercado da prestadora de serviços de telecomunicações está subavaliado.

Em agosto, a dívida líquida da Telefónica totalizava 52,8 bilhões de euros. Como parte das ações para reduzir este montante, a operadora espanhola já vendeu sua participação na China Unicom e se desfez da empresa de call center Atento.
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