Vivo inaugura maior datacenter das Américas

A Vivo oficializou a abertura do novo data center em Santana do Parnaíba (SP), investimento de R$ 400 milhões voltado para integração dos dados das duas companhias e, claro, de seus clientes. São 200 pessoas trabalhando na nova infraestrutura de 33,6 mil metros quadrados de área construída, num terreno de 70 mil metros.


Além do novo data center, a empresa está criando um novo site para centralizar o atendimento dos 90 milhões de usuários que têm no Brasil. A transferência de sistemas e de dados de outros quatro sites, dois da operação móvel e dois da fixa, começou em abril, e a migração será feita de forma gradual, com a conclusão prevista para ocorrer no primeiro semestre de 2014.

De acordo com Antonio Carlos Valente, presidente da Vivo no Brasil, a nova infraestrutura assegura o crescimento da empresa até 2019, e é parte do plano de investimento de R$ 24 bilhões que a empresa pretende fazer entre 2011 e 2014. “Esse centro é a unificação das duas principais visões do Grupo: inovação e qualidade de serviço”, afirma.

Obviamente, quando uma empresa de telecomunicações fala sobre qualidade de serviço, muita gente começa a chiar. Soma-se ao fato estar presente nas modalidades fixo e móvel para que as mentes criativas articulem todos os problemas já enfrentados com disponibilidade e estabilidade de rede.

Pois bem, Valente não vê o prisma por esse lado. “Estamos dando uma continuidade nos investimentos, pensando em como armazenar e gerir todas as informações de nossos clientes e, claro, como ofertar novos serviços. Nosso plano é dar mais base para diferentes vertentes de negócios, e com um data center Tier 3 podemos fazer isso”, afirma. “Além disso, fomos listados, tanto a Vivo quanto a Telefônica, como as lideres de segmento pela Anatel, que leva em consideração quesitos muito além da quantidade de usuários ativos.”

O novo DC da operadora suportará vários formatos de ofertas em nuvem para seus clientes corporativos, principalmente quando a balança pesa para o lado de disponibilização de aplicações e conteúdos de forma geral, explica Valente.

O que fica muito claro é que a meta traçada para que o novo data center suporte a expansão dos negócios do Grupo no Brasil até 2019 é meramente figurativa, pois a vontade em diferenciar as ofertas de serviços mostra que a expectativa é que muito antes seja necessário criar um novo espaço como este em Santana do Parnaíba.

Inicialmente, a nova infraestrutura suportará necessidades pontuais da Vivo, recebendo toda a carga de dados oriundos de usuários pré-pagos (cerca de 66 milhões) e o sistema SAP para gestão logística dos pontos de vendas e lojas próprias da empresa. Tendo isso estruturado, o que na visão de Valente já é ponto passado, serão abertos os serviços corporativos para nuvem. “Uma dúvida que sempre surge é a questão do colocation. Não é essa a intenção deste projeto, não vamos fazer isso aqui”, comenta o executivo.

São cerca de cinco mil servidores em um ambiente que pode suportar até 80 mil – e até 1,760 mil racks. Com apenas seis meses de operação, o data center de Santana do Parnaíba já armazena 1,7 Petabytes de dados, com mais de 60% do ambiente virtualizado.

Aliás, junto a oficialização da infraestrutura, também foi anunciado que o data center que fica na sede da Vivo (na região da Berrini, Zona Sul de São Paulo) será usado apenas como backup e disaster recovery. Há ainda os centros para armazenamentos de dados em Campinas e Alphaville, ambos em SP, sendo esse último quase que inteiramente dedicado em gerir dados dos clientes corporativos. Ao todo, a Vivo armazena 8 Petabytes nestes ambientes.

O empreendimento adota procedimentos para obter o Selo Verde, certificação internacional para sustentabilidade do projeto, com destaque para a eficiência energética 25% superior à média mundial e uso racional da água. “Esse centro consegue rodar até 72 horas sem abastecimento de energia comercial, devido a toda a tecnologia que faz a gestão inteligente do consumo”, acrescenta Valente.

Ou seja… O novo data center da Vivo representa um novo momento da empresa para a prestação de serviços para seus clientes. Com a estratégia de ampliar a participação no mercado corporativo, através de ofertas diferentes do mundo dados e voz, a multinacional vê um novo horizonte de possibilidades. “O céu é o limite”, vislumbra Valente.

Fica, também, a promessa de que os serviços, a partir de agora, começarão a sofrer melhorias consideráveis, devido a capacidade de expansão da nova infraestrutura. “Não é só investimento em rede, mas sim em tudo o que está por trás. Para ter um bom serviço na ponta, precisamos ter uma estrutura madura e capacitada”, observa o executivo.

O evento também recebeu quatro nomes de peso, que contribuíram com as seguintes observações:
“São investimentos com este que mostram que nem todas as companhias são iguais. Quem investe nas melhorias para o cliente é que terá sucesso, e estamos fazendo um movimento muito grande neste sentido”, disse Santiago Fernández Valbuena, presidente da Telefônica na América Latina

“Queremos, cada vez de forma mais forte, buscar parcerias para estimular o mercado de telecomunicações. Por outro lado, temos que baixar a carga tributária do setor, com alíquotas entre 25% e 35%, diferenciando-se pelos Estados, e que chega a 60% somando tributos federais, o que inibe muitos investimentos”, ressalta o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Pedro Mori, vice-prefeito de Santana do Parnaíba, e o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional de São Paulo, Julio Semeghini (representando o Governador do Estado paulista), também estiveram presentes.


Veja algumas fotos da cerimônia de inauguração:

O ministro Paulo Bernardo concedendo entrevista logo após a apresentação formal do data center de Santana do parnaíba.

Santiago Fernández Valbuena, da Telefónica: “Quem investe nas melhorias para o cliente é que terá sucesso, e estamos fazendo um movimento muito grande neste sentido.”


Antonio Carlos Valente, da Vivo: “Esse centro é a unificação das duas principais visões do Grupo: inovação e qualidade de serviço.”




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