Sercomtel tem prejuízo de R$ 15 milhões em 2012

A operadora Sercomtel, de Londrina, está registrando um prejuízo mensal de R$ 2 milhões há pelo menos 18 meses. A afirmação é do presidente do Conselho de Administração da companhia, Oswaldo Pitol, que se mostra bastante preocupado com essa situação. 

De acordo com Pitol, o problema está nas alternâncias seguidas de diretoria e conselheiros da Sercomtel nos últimos 18 meses, o que acabou levando a empresa a um ostracismo e a um mal gerenciamento. Aliado a isso, está o fato das principais companhias de telefonia celular, de capital estrangeiro, entrar com campanhas agressivas.

“A Sercomtel teve muitas mudanças nos últimos tempos, ficando praticamente sem direção, com pessoas fazendo mandato tampão, com pessoas muitas vezes sem expertise para administrar a empresa. Depois que saiu o Kireeff (Fernando), o último presidente profissional, os outros foram colocados ali temporariamente. Geralmente pessoas sem nenhuma condição de administrar os negócios. Isso provocou um transtorno grande na empresa, que ficou sem rumo, com colaboradores bastante preocupados com esta situação”, afirmou em entrevista.

Para o conselheiro da Sercomtel, a atual direção da empresa, juntamente com os novos conselheiros, empossados em agosto, estão preocupados com o prejuízo mensal de R$ 2 milhões, procurando fazer um grande esforço para tentar reverter esta curva. “Estamos alheios à política de Londrina, aos acontecimentos da prefeitura. Precisamos dobrar os esforços para a Sercomtel pelo menos reverter a curva, evitando que vá para o fundo do poço. O déficit é no grupo todo e não em uma empresa apenas”, salientou.

Na avaliação de Oswaldo Pitol, o retorno do bom relacionamento da Prefeitura de Londrina com o governo do Estado, os dois principais acionistas da empresa, vai ajudar a encontrar um rumo certo para que a empresa saia dessa situação. “Antes de assumirmos, havia uma briga política muito grande entre os indicados de cada lado, fazendo com que não se aprovasse nada. A Sercomtel ficou assim. Hoje, a situação é diferente, com os conselheiros e diretores unidos em torno de um único objetivo que é a empresa, e não em buscar um resultado para acionista ‘A’ ou acionista ‘B’. Estamos buscando o resultado para a Sercomtel”, destacou.

Com este posicionamento, Oswaldo Pitol acredita que conseguirá deixar a casa em ordem para que, com a posse do novo prefeito eleito em janeiro, a nova diretoria e o novo Conselho de Administração consigam pegar a empresa em condições de administrar e reverter o quadro de déficit registrado até o momento.

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