Rede 4G LTE vai superar conexão fixa à internet até 2017, diz governo

De acordo com Artur Coimbra, do Ministério das Comunicações, processo é natural porque, atualmente, alguns ambientes não são atendidos por cabeamentos convencionais

Até 2017 a conexão 4G via Long Term Evolution (LTE) vai suplantar, no Brasil, o acesso por meio da rede fixa. A projeção é do diretor do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra de Oliveira, que em entrevista concedida ao IT Web na semana passada, durante evento da Cisco que apresentou a pesquisa mundial Visual Network Index, explicou que o motivo do fenômeno é a própria qualidade da frequência.


“Algumas áreas urbanas não são atendidas por redes fixas”, introduziu o executivo. Por conta disso, a dependência com o 3G, por exemplo, é quase que total. Com o 4G tem uma tecnologia superior com necessidade menor de investimento em cabeamento se comparada com uma rede fixa, a tendência é que essas lacunas sejam preenchidas. “Em muitos bairros, se não houver investimento em rede fixa agora, as operadoras serão ultrapassadas pelo 4G”, explicou o executivo.

Segundo dados da Cisco o mundo caminha para trafegar mensalmente 1,3 zetabyte de dados através de suas redes fixas e móveis em 2016. Isso representa quatro vezes mais do que o visto em 2011, que está em 369 exabytes. O movimento será impulsionado, especialmente, pela banda larga e a explosão dos dispositivos móveis, que chegará a 19 bilhões de unidades ao redor do mundo no mesmo período. A evolução brasileira no tráfego de dados será o dobro da média mundial: oito vezes, atingindo 3,5 exabytes mensais em 2016.

Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já iniciou os leilões da frequência, que é tida como essencial para atender à crescente demanda pelo consumo de dados. O Conselho Diretor do órgão, por exemplo, rejeitou agora, dia 1 de junho, os pedidos de impugnação de itens do edital do leilão das faixas de frequência para a tecnologia 4G. O leilão está previsto para o dia 12 deste mês.

Exatamente por esse motivo que a convergência fixa/móvel no Brasil é uma realidade. Casos como Vivo e TIM, apenas para citar alguns exemplos, mostram que o processo não tem volta. E apesar de a conexão móvel ser essencial para o processo, é impossível esquecer que a combinação de ambas é essencial para o processo dar certo: o gargalo não é atendido se não houver uma combinação de ambas as tecnologias.

“Sabemos que, cada vez mais, essas redes [móveis e fixas] se misturam. Não existe uma rede móvel que, sozinha, consiga sustentar e segurar o que vem pela frente, e também não existe uma fixa que consiga fazer o mesmo”, ponderou Rodrigo Dienstmann, diretor de operadoras da Cisco Brasil.

Para Oliveira, a previsão da Cisco ainda é baixa de comparada com o que o próprio governo espera. O executivo, de qualquer forma, não detalhou quais são as expectativas oficiais. O 4G, em sua visão, tende a ganhar destaque exatamente por sua qualidade de conexão e flexibilidade de alcance.

“A rede que temos hoje não leva a uma conexão de 10 megabytes para todos”, explicou, referindo-se, no exemplo, ao caso ocorrido em áreas rurais. Segundo o executivo, a faixa que atende a regiões campestres é a de 450 MHz, sozinha, não consegue oferecer esse nível de velocidade porque está limitada a 14 Mghtz por bloco – diferentemente da urbana, que com 2,5 Ghtz apresenta 40 Mghtz por bloco. “É preciso uma combinação com a LTE, nessas áreas rurais, para que a velocidade seja suficiente”, explicou.

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