Operadoras focam ações no mercado gaúcho

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Sai ano, entra ano e o mercado de telefonia móvel brasileiro continua em ampla expansão, surpreendendo até mesmo os mais otimistas. Em 2012, cerca de 34 milhões novos celulares devem ser habilitados, segundo projeção do site Teleco, especializado em telecom.

Com isso o País, que fechou 2011 com 242,2 milhões de celulares, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), alcançaria 276 milhões de usuários. Isso representa uma densidade de 141 celulares a cada 100 habitantes.

Diante desse cenário, a disputa de cada ponto de market share é acirrada. Dados de dezembro do ano passado evidenciaram que a Vivo continua liderando o mercado brasileiro, mantendo-se à frente em 29 das 67 áreas locais (DDD) no final do ano passado. Claro e TIM lideravam em 16 e a Oi em 6. No Rio Grande do Sul, Vivo (42,6%) e Claro (31,8%) ocupam as primeiras colocações e a TIM (13,2%) e a Oi (12,4%) travam uma disputa acirrada pela terceira e quarta colocação.

Convergência, novas ofertas de serviços de dados, cobertura e aumento da qualidade devem permear as estratégias da maioria das operadoras este ano. Isso sem falar na aproximação com o mercado local, através do patrocínio de clubes e futebol e eventos típicos “Estamos focados em levar uma solução completa de comunicação fixa e móvel para os municípios, independentemente do tamanho da cidade”, comenta a diretora da Regional Sul da Vivo, Clenir Wengenowicz. Atualmente a operadora está presente com a sua solução de telefonia fixa apenas na região local 51, mas pretende expandir para outras no Estado em 2012.

No ano passado, a Vivo alcançou uma fatia de 49,4% no segmento de pós-pago, crescimento de 1,5 ponto percentual no período. Além disso, foram seis pontos percentuais conquistados no segmento de dados, garantindo uma participação de 53,7%.

O incremento das velocidades de acesso e a explosão das redes sociais transformaram o segmento de dados na menina dos olhos da maioria das empresas. “O aumento da oferta de smartphones e outros dispositivos móveis pelos fabricantes e a explosão das redes sociais tornaram mais fácil a comercialização dos serviços de dados”, comenta Clenir. Para atender esses usuários cada vez mais ávidos por velocidade, ela comenta que a operadora investiu em aumento da cobertura 3G. Hoje, 325 municípios contam com a tecnologia, totalizando 91,6% da população do Estado.

Na Claro, a venda de smartphones teve um crescimento de 67% em dezembro de 2011, alcançando a marca de 41% de todos os celulares comercializados. Além da demanda natural existente hoje por esse tipo de dispositivo, o diretor da regional da Claro no Rio Grande do Sul, Mauricio Perucci, diz que esse resultado também é reflexo de uma forte preparação da operadora para atender a esse mercado.

A Claro tem mais de 4.700 km de fibra ótica no Estado e aposta na rede HSPA+, uma espécie de 3G turbinada. A promessa é que o cliente consiga velocidades de acesso aos dados de até 5 megabit por segundo. “O 3,5G é a nossa preparação para o 4G”, diz Perucci. O leilão para as licenças 4G deve acontecer em abril deste ano. “Estamos preparados tanto para participar do leilão quanto para a construção da rede”, acrescenta.

As oportunidades de sinergia com as outras empresas que fazem parte do grupo América Móvil, como Net e Embratel, também são apontadas como um dos pontos fortes da Claro. O primeiro produto dentro desse conceito foi lançado em outubro. O serviço agrega TV por assinatura em alta definição, vídeo sob demanda, banda larga fixa com Wi-Fi, internet 3G móvel e telefone fixo.

“Essa solução multisserviços vem ao encontro daquilo que os consumidores desejam, que é mobilidade e economia”, diz, citando que, ao comprar todos os serviços juntos, o cliente consegue uma economia de até 30%. Juntas, as empresas do Grupo América Móvil vão investir R$ 10 bilhões em ampliação de rede e abertura de novos mercados no Brasil. Desse total, R$ 3,5 bilhões são da Claro.

Em 2011, o envio de torpedos teve um crescimento acima da média na Claro, especialmente com o lançamento dos planos de uso ilimitado de SMS por R$ 0,50. Entre janeiro e dezembro de 2011, o uso de torpedo por usuário aumentou em 244%, o volume de envio de mensagens de texto cresceu quatro vezes e a receita cresceu 40% em relação a 2010.


Oi reestrutura operações para ganhar clientela


No Rio Grande do Sul, estado assumidamente bairrista, uma das estratégias das operadoras móveis tem sido a aproximação com a cultura local. É o que vem fazendo a Oi, que busca recuperar mercado. “Investimos o equivalente a duas montadoras no Rio Grande do Sul nesses últimos três anos”, diz o diretor Nacional de Segmentos da Oi, Eduardo Aspesi. No total, foram R$ 560 milhões de recursos.

A operadora espera conseguir esse ano uma participação mais efetiva no mercado, após um período envolvida com a aquisição da Brasil Telecom (BrT) e com a implantação da operação em São Paulo. “Depois de sairmos um pouco do mercado, voltamos com força no último trimestre de 2011”, admite Aspesi, lembrando que todas as empresas passam por ciclos de vida.

Entre as reestruturações promovidas pela operadora está o fortalecimento das regionais. Agora são nove, em comparação com as duas existentes até então. Uma delas é a regional Sul, com sede em Porto Alegre. “Estamos fortalecendo as estruturas regionais para conseguimos identificar melhor as necessidades dos consumidores”, acrescenta o gestor. A Oi também voltou a ter lojas próprias e a trabalhar o conceito de convergência nas suas ofertas. Um exemplo é o Oi Conta Total, que reúne serviços de telefonia fixa, móvel e banda larga em uma única conta.

Como resultado desse esforço, totalizou mais de 327 mil novos acessos móveis em 2011, passando de 1.416.301 acessos em dezembro de 2010 para 1.743.821 em dezembro de 2011.

TIM investe no pré-pago e em canais de vendas alternativos


“2011, missão dada, missão cumprida”. Dessa forma o diretor da TIM no Rio Grande do Sul, Christian Krieger, comemora a entrega de todas as metas estabelecidas para o ano que passou. A operadora corre para conseguir manter esse mesmo foco de crescimento em 2012. A TIM foi a operadora que mais cresceu em dezembro no Estado, com incremento de 0,27%.

A expectativa é aproveitar esse desempenho e seguir o exemplo do que acontece no País, já que em 2011 ela assumiu o segundo lugar no mercado. Desde que foi lançado o Infinity TRI, oferta exclusiva para os gaúchos, a base de pré-pago da operadora no Estado passou de 1,324 milhão de clientes para 1,506 milhão, e o market share avançou de 13,4% para 14,4% no pré-pago. Ao contrário da direção seguida pelo restante do mercado de telefonia móvel, que foca nas maiores rentabilidades do segmento de pós-pago, a TIM quer aumentar a sua base de pré-pago.

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