Frutos da competição

Continuando nossa série iremos mostrar os frutos da concorrência, o que ganhamos e o que aconteceu por conta dela? Confira.

A consolidação do mercado iniciada em 2010 estendeu-se em 2011. As
empresas foram às compras para atuar em todas as frentes com serviços
fixos e móveis, perseguindo o caminho do triple play. Como resultado,
esse mercado hoje é controlado por praticamente cinco grupos:
Vivo/Telefônica; Oi, TIM, Claro e GVT. Esta última é a única que não
está na briga pelos serviços móveis. Sua estratégia é se destacar com a
venda de banda larga e TV a cabo, com entretenimento.


O setor
investiu em 2010 no Brasil 17,4 bilhões de reais em expansão de rede e
novos serviços. O valor é 3,6% maior que os 18,9 bilhões de reais
desembolsados em 2009. Ainda assim, analistas consideram o montante
insuficiente para atender à demanda, que até o terceiro trimestre de
2011, reunia 281 milhões de usuários, somando clientes de telefonia
móvel, fixa e TV por assinatura, segundo dados da Telebrasil e
consultoria Teleco.

Para atender a essa clientela, as teles
investiram no primeiro semestre de 2011 cerca de 9 bilhões de reais,
sendo que boa parte desses recursos foi aplicada em banda larga,
principalmente a móvel com ampliação das redes 3G.

Na renovação
dos contratos de concessão para o período de 2011 a 2014, as teles
assinaram termo de compromisso com o governo federal para oferecer
planos mais acessíveis à população de baixa renda. O acordo faz parte do
novo Plano Geral de Metas de Universalização da Telefonia Fixa (PGMU
3).

Vivo/Telefônica, Oi, Sercomtel e CTBC comprometeram-se em
ampliar suas redes de banda larga, atendendo inicialmente aos 344
municípios. Pelo cronograma, o serviço terá de suprir as mais de 5 mil
cidades brasileiras até 2014, o que deve significar ampliação da
cobertura dos 27% de domicílios com acesso hoje, para 70% dos
domicílios. A velocidade também deve aumentar para até 5 Mbps.

Até
o terceiro trimestre, o Brasil contava com 50,7 milhões de usuários de
banda larga, sendo que desse total 34,6 milhões eram assinantes de 3G e
as 16,2 milhões de conexões fixas, segundo levantamento do Sindicato
Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal
(SindiTelebrasil). Entre janeiro e setembro, 16,2 milhões de novos
assinantes se somaram à base de clientes desse serviço, o que representa
crescimento de 50% em relação ao mesmo período do ano passado, quando
10,8 milhões de novas conexões foram ativadas.

Na comparação
anual, o aumento foi de 64% frente a setembro de 2010, com 19,8 milhões
de novas conexões. Nos últimos dois anos, o número de acessos em banda
larga mais que dobrou, com 33 milhões de ativações. Projeções do
Sinditelebrasil indicam que o número de assinantes desse serviço vai
triplicar nos próximos dez anos. As teles prometem investir 144 bilhões
de reais até 2020 e para isso, afirmam, o desembolso desse montante
exige um cenário mais favorável, como desoneração da cadeia produtiva e
liberação de espectro nas faixas de 700 MHz e de 2,5 GHz.

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