Banda larga em todos os cantos do planeta; essa é a meta da OneWeb

Companhia lança seus primeiros satélites de projeto ousado que visa fornecer conexão à internet em qualquer ponto da Terra.


A OneWeb, empresa inglesa com sede em Londres e nos Estados Unidos, fundada em 2012 tem uma meta bem ousada: levar banda larga para todos os cantos do planeta. 


Para cumprir tal objetivo a companhia lançou essa semana, em um foguete russo Soyuz, a partir da Guiana Francesa, seus primeiros seis satélites desse projeto ousado orçado em US$ 3 bilhões e que vem sendo desenvolvido há 5 anos.



Companhias como Virgin Group, SoftBank, Airbus, Qualcomm e Coca-Cola, estão apoiando a empreitada, injetando dinheiro na companhia.


Em seu site a OneWeb diz que visualizam um mundo onde todas as pessoas têm acesso e o poder de criar oportunidades para si e para os outros, onde quer que estejam. 

Esse poder vem através da disponibilidade de internet em alta velocidade. Greg Wyler, presidente e fundador da companhia, diz que a meta é lançar à órbita quase 2 mil satélites que voam a apenas 1.200 Km acima do solo. A companhia diz que 600 satélites já são suficientes para essa primeira fase de implantação. A previsão é que o projeto seja finalizado em 2021.


Wyler já teve uma experiência com “constelações” de satélite para internet, com a O3b (que significa “outros 3 bilhões”, em referência a metade do planeta desconectada), que opera com uma frota de 16 satélites se movem em torno do Equador a uma altitude de 8.000 km. Ao redor da Terra existem, em operação, cerca de 2.000 satélites.
Adrian Steckel, diretor executivo da OneWeb, diz que o projeto começará oferecendo conexão às escolas, navios, aviões e grandes áreas do planeta que não é viável o  transporte de fibra óptica”.


VIU ISSO?


Cada satélite custa U$ 1 milhão. Eles são construídos em parceria com a Airbus, que projetou uma fábrica em Toulouse somente para lidar com a construção dos 10 primeiros satélites. A produção dos demais será feito através da sua nova fábrica no Cabo Canaveral, na Flórida. “O que nós fizemos, ninguém nunca fez antes”, diz Nicolas Chamussy, diretor do negócio espacial do grupo Airbus.

Com o projeto finalizado a OneWeb espera conectar os 52% da população mundial que ainda estão desprovidos de internet.  Isso significa alcançar pessoas e organizações em regiões onde faltam redes terrestres, áreas rurais de países desenvolvidos. E, é claro, lidar com trâmites burocráticos de peso!
“O principal desafio para a OneWeb e para as diferentes constelações de telecomunicações é o acesso ao mercado, que exige licenças em todos os países onde eles desejam fornecer serviços e construir redes de vendas. não tenho certeza de que países como a China irá recebê-los de braços abertos “, declarou Rachel Villain do escritório Euroconsult.

A força operacional também será reforçada ao decorrer da implantação do projeto. Atualmente a OneWeb tem 70 funcionários. A meta é que a equipe chegue a 200 pessoas.

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Mano expertdavidJfernandoAnonimo Autores recentes de comentários
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O objetivo é nobre e bom.
Mas quanto custará o acesso para nós, dimples mortais ?

Jfernando
Visitante

O problema são os preços exorbitantes.

david
Visitante

Sempre o resultado é o valor

Mano expert
Visitante

Vai ser baratinho. U$$ 3 bilhões dividido pra 4.5 bilhões de usuários desconectados sai a menos de U$$ 1 dólar cada. Uma merreca!