sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Grupo de investidores propõe aporte de R$ 120 milhões na Sercomtel

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Se os atuais sócios aceitarem o investimento, podem perder o controle acionário e a empresa se tornará privada.

Uma luz no fim do túnel para a Sercomtel. O grupo de investidores 10 de Dezembro protocolou nesta uma proposta de aporte de R$ 120 milhões na operadora como expansão de capital, sem adquirir as ações já existentes, na última quinta-feira (6).

Se os atuais sócios aceitarem o investimento e não o acompanharem, perdem o controle acionário e a empresa de telecomunicações passa a ser uma companhia privada. 

Atualmente, a operadora pertence ao Município de Londrina (55%) e à Copel (45%). 

Segundo o jornal Folha de Londrina, a proposta foi direcionada ao Conselho de Administração da operadora e, caso aprovado com as condições exigidas pelo grupo, os sócios terão 30 dias para decidir se colocam novos recursos na empresa. 

O diretor da 10 de Dezembro, Marcelo Kneese, afirma que o grupo, que comprou de ex-diretores da Sercomtel 20 ações com direito a voto (0,0001% do total) tem o direito de fazer a proposta de aporte de capital. 

Kneese considera a proposta como a única solução para a Sercomtel escapar do processo de caducidade da concessão de telefonia fixa imposto pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Em agosto de 2017, a Anatel pediu a cassação das licenças de operação da Sercomtel devido as dificuldades econômicas enfrentadas pela operadora.

Uma consulta pública foi aberta pela agência com a finalidade de licitar para outras empresas a concessão e as autorizações que hoje a Sercomtel detém para explorar telefonia fixa e celular. 

Anunciado como futuro presidente da Sercomtel, Claudio Tedeschi disse para o jornal Folha de Londrina que a proposta se trata de uma boa notícia, mas que não pode ser encarada como a única solução para os problemas da empresa. 

VIU ISSO?


Nas auditorias feitas na Sercomtel a pedido da 10 de Dezembro, Kneese diz que foi identificada a possibilidade de ela crescer "dois dígitos altos" nos próximos anos, a partir do aporte e da mudança da empresa para sociedade anônima privada. 

Por ser uma empresa pública, a Sercomtel acaba enfrentando algumas limitações, como as restrições que o Poder Público tem para contratação de serviços que precisam ser passar por licitações, por exemplo.

A operadora também não pode tomar crédito no mercado como as concorrentes fazem, já que a Prefeitura não pode dar garantias para fazer um empréstimo.  

Dificuldades


O último balanço publicado no site da Sercomtel, referente a 2017, aponta passivos de R$ 230,1 milhões em curto e médio prazos, valor que pode aumentar diante da soma de processos judiciais ainda em andamento. 

A maior parte, porém, é em impostos e em ações judiciais. A receita bruta da Sercomtel foi de R$ 285,6 milhões em 2017. 

Segundo a Folha de Londrina, o prefeito Marcelo Belinati defende que a solução é um aporte de R$ 100 milhões pela Copel, por meio de nova infraestrutura, para garantir a viabilidade da operadora. 

Contudo, o Conselho de Administração da Copel já registrou a proibição, em ata, para novos investimentos na empresa londrinense.

Para Kneese, o preço de mercado da Sercomtel chega a ser negativo em "centenas de milhões de reais", por conta das dívidas. Isso por considerar que o valor total de ativos e carteira de clientes gire em torno de R$ 120 milhões a 150 milhões, mas a dívida total é estimada em mais de R$ 600 milhões. 



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