quinta-feira, 24 de maio de 2018

Despesa com 640 mil orelhões faz Oi esperar por nova lei de telecom

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Presidente Eurico Teles fala sobre recuperação da Oi e brinca ao afirmar que a TIM ainda vai se interessar pela companhia.

Durante o Painel Telebrasil 2018, que teve a apresentação das operadoras na quarta-feira (23), o presidente da Oi, Eurico Teles, justificou por que deseja que uma nova lei de telecom seja aprovada em breve.

Para exemplificar o impacto negativo da legislação atual, ele contou que a Oi tem 640 mil orelhões e que, no ano passado, o faturamento com o serviço foi de R$ 5,6 milhões, enquanto a despesa com a manutenção foi de R$ 320 milhões. Além disso, afirma que, hoje, todo mundo está falando de celular e ninguém quer mais fixo.



Teles chegou a citar a concorrente Vivo, dizendo que sabe a dificuldade que é manter o fixo em São Paulo, por exemplo. Também disse que a Claro e outras operadoras sabem que o fixo é vendido somente em combos, e se tornam atrativos apenas quando saem de graça para o consumidor.

“Precisamos modernizar a legislação. Precisamos que o PL 79 saia da gaveta rápido”, pede o CEO. Na terça-feira (22), a Telebrasil também falou sobre a importância da aprovação no projeto de lei para levar mais antenas e cobertura de internet no Brasil.

‘Recuperação não tem nada com falência’


Outro assunto bastante destacado durante sua apresentação foi a recuperação judicial da Oi, que, segundo Teles, aconteceu por vários motivos e não somente um. Ele contou que a operadora esteve, nesses últimos meses, voltada para seu processo de recuperação judicial, que é necessário para resolver a dívida de R$ 64 bilhões. Em sua opinião, sem essa possibilidade, a companhia iria durar dois meses.

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Ele também falou sobre a aprovação do plano pelos credores e que, depois da conversão da dívida, será feito o aumento de capital de mais de R$ 4 bilhões. Disse que a recuperação não é uma “pré-falência”, como muitos achavam, mas sim uma oportunidade para a companhia de fato se recuperar.

“Recuperação não tem nada com falência. Essa companhia atravessou a recuperação judicial e agora vai fazer a fase da conversão da dívida em capital”, disse, ao explicar que vai transformar uma dívida de R$ 49 bilhões em R$ 14 bilhões.

Teles aproveitou o momento para brincar com o CEO da TIM, Stefano De Angelis, e tirar umas risadas da plateia durante o evento: “Essa companhia volta para um patamar, e eu tenho certeza que o Stefano vai se interessar pela Oi”

Como sabemos, há anos o mercado especula sobre um possível interesse de união entre as duas companhias. Ainda sobre parcerias, o presidente chegou a comentar que, logo após a recuperação judicial, o presidente da Vivo, Eduardo Navarro, se colocou à disposição para ajudar a Oi, seja para ampliar o 4G ou trabalhar junto com algum outro projeto.

“Eu não tenho dúvida que a companhia Oi está voltando para o patamar de mercado que ela merece”, finalizou.


4 comentários:

  1. Ora, ora !

    OS preços para o consumidor de telefonia fixa são muito interessantes comparados com a telefonia móvel.

    Duvido que a queda no uso dos orelhões tenha por causa o desinteresse dos consumidores.

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  2. Orelhões em SP são praticamente nulos, tem alguns da Vivo espalhados nos bairros, e são bem vandalizados, alguns só restou o oco mesmo, acho que deveriam deixar somente em locais estratégicos, depois que pegou o serviço móvel, eles ficaram inviáveis utilizar, mesmo com os cartões telefônicos.

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    1. Bom Dia Rodrigo !

      Orelhões são telefones de utilidade pública cuja conveniência e economia para o Cidadão é óbvia.

      Tratando-se de orelhão, a permanência e manutenção em bom estado de conservação e uso é parte das Obrigações das Teles.

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  3. Discordo do Fernando Goncalves. A telefonia celular se espalhou em todas as classes sociais, não desrespeitando, mas secretaria do lar, pedreiros todos usam celulares e não vejo ninguém falar que usa orelhão. Para mim precisa ter apenas em alguns pontos, isso possibilita a Oi a investir em outras frentes já que se gasta mais de 300 milhões para manter esse serviço.

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