domingo, 8 de abril de 2018

Ministro italiano diz que não haverá intervenção estatal na TIM

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Empresa controlada pelo Governo irá comprar 5% da Telecom Italia; jornais especulam que a intenção do Estado é confrontar principal acionista da operadora.

O Governo italiano negou, na última sexta-feira (06), que a TIM, maior operadora do país, esteja sendo alvo de uma intervenção do Estado. 

A declaração foi dada pelo ministro do Desenvolvimento Econômico da Itália, Carlo Calenda, no Twitter, após o anúncio de que o Ministério de Finanças aprovou a compra de até 5% das ações da TIM pela estatal CDP (Cassa Depositi e Prestiti).

Na rede social, o ministro declarou que “ninguém defende participações estatais, a CDP não está assumindo o controle da TIM, mas a TIM possui um ativo de interesse público - a rede - e é justo acompanhar.”

Calenda negou a intervenção ao responder um post de uma pessoa que se disse decepcionada com o ministro por ele defender a participação do Estado. Calenda é um liberal declarado.  


A compra das ações será progressiva e, segundo a CDP, acontecerá como parte de uma missão de apoiar infraestruturas estratégicas nacionais. 

Do outro lado, estão as duas atuais acionistas da Telecom Italia (dona da TIM). A controladora Vivendi, que tem 23,94% das ações da empresa, e o mais recente investidor Elliott Advisors, que, segundo agências internacionais, agora detém 9,9% do capital da operadora.

Os jornais italianos especulam que o interesse da CDP nas ações da Telecom Italia seria uma forma de criar uma "aliança italiana" contra o grupo francês Vivendi, principal acionista da operadora. 

Nos últimos meses, o governo e a Vivendi se distanciaram, principalmente por discordâncias em relação ao futuro da TIM.

O Governo italiano deseja criar uma gigante que administre as redes na Itália, unindo a operadora com a OpenFiber, empresa estatal de fibra ótica. Mas a Vivendi não se interessou pelo projeto.

No fim de março, a TIM notificou as autoridades que pretende desincorporar sua rede, que passará para uma nova empresa com ativos e funcionários próprios. Se fizer parte do grupo de acionistas da operadora, a CDP também terá participação na nova companhia.



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